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  • Giulia K. Rossi

Análise | A Guerra do Amanhã - Típica ação com grande elenco e produção

Muita ação, ficção e aventura! O sucesso da Amazon Prime Video, A Guerra do Amanhã, estrelado pelo carismático e cômico Chris Pratt, promete tudo isso e muito mais em uma narrativa que agrada tanto os fãs da boa e velha viagem no tempo, quanto os amantes de alienígenas e batalhas sangrentas.


No filme de Chris McKay, a humanidade está prestes a ser extinta em uma guerra devastadora contra alienígenas em 2051. Para conter a aniquilação em massa, soldados do futuro são mandados para o presente para recrutar civis e levá-los a luta. E é então que a vida de Dan Forester (Pratt), um cientista e homem de família, muda drasticamente quando ele é convocado para salvar o mundo.

Sem pressão!

Um pouco de tudo!


Para quem acompanha o crescimento da carreira de Pratt desde o seu início como o divertido e atrapalhado Andy Dwyer em Parks & Recreation (sitcom maravilhoso!), já está acostumado em ver o ator atualmente assumindo papéis mais heroicos, como em Guardiões da Galáxia e Jurassic World. Em A Guerra do Amanhã não é muito diferente, e Pratt mais uma vez interpreta o típico protagonista de produções do gênero.


Apostando no carisma do ator, entretanto, o filme faz um bom trabalho ao misturar cenas dramáticas com a ação da narrativa principal, se aprofundado sobre o seu protagonista, suas inseguranças e o seu passado. Nesse ponto, vale destacar Yvonne Strahovski como Muri Forester e J.K. Simmons como o pai de Dan. A interação dos dois com o personagem principal pode até ser clichê e previsível, mas certamente traz mais profundidade e emoção no meio de tanta gritaria, explosão e caos.


Enquanto isso, o alívio cômico fica principalmente nas mãos de Sam Richardson como Charlie, o atrapalhado recruta com quem Dan desenvolve uma amizade. Por mal saber manusear uma arma e visivelmente temer as criaturas que irão enfrentar, ele é o personagem que imediatamente ressoa com o público, e tira risadas da audiência ainda que nos momentos de maior tensão.


Uma salva de palmas para o CGI!


Mais um aspecto que merece ser destacado do longa é a qualidade de seus efeitos especiais. Ainda que a trama tenha as suas falhas, o visual do filme impressiona logo de cara, botando medo nos telespectadores (pelo menos em mim!) com os temidos Garras-Brancas e as suas habilidades de sobrevivência (pensa em uma criatura difícil de matar mds!).


Bem no estilo de No Limite de Amanhã, o filme mistura tecnologia em uma trama alienígena e ganha o melhor dos dois mundos. Apesar de não vermos armas futurísticas superdesenvolvidas, A Guerra do Amanhã realmente brilha ao desenvolver um antagonista tão devastador e poderoso que literalmente coloca toda a humanidade em perigo. Além de, é claro, o clássico "o ser humano é o seu próprio vilão".


Heroísmo ou estupidez? (Aviso de Spoilers!)


E, como todo o clássico filme de ação, temos aqueles óbvios problemas e estereótipos, que parecem vir incluídos no pacote de produções desse gênero. Temos o protagonista corajoso (até demais), as toscas frases de efeito que aumentam a dramaticidade em um cenário já extremamente dramático, os infinitos tiros e explosões que atingem todos exceto o personagem principal e, por último, mas não menos importante, as cenas exageradamente heroicas.


O ex-soldado Dan Forester tem uma esposa e uma filha pelas quais ele faria de tudo, entretanto, essa filosofia parece não se aplicar quando ele literalmente arrisca a sua vida (e da humanidade inteira!) e vai enfrentar uma nave repleta de alienígenas com mais cinco ou seis companheiros. Tudo por conta de uma desculpa esfarrapada sobre o governo e a sua burocracia! Não é a única vez que o filme desafia a lógica, mas nesse momento foi um pouco longe demais...

A humanidade toda foi extinta, mas claro, por que não tentar a sorte?

Entretanto...


Apesar de conter alguns minutos a mais do que o necessário, com uma introdução longa e personagens secundários que pouco acrescentam para a trama, A Guerra do Amanhã se sustenta com a sua simples e complexa história, seu visual impressionante e um elenco conduzido por Pratt. É aquele tipo de filme que vai conquistar o coração de telespectadores específicos, mas que chama a atenção do público geral com a sua produção bem feita.



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