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  • marianafrancomague

Análise | A Roda do Tempo: 1ª Temporada - Quanto maior o salto, maior a queda

A Prime Video ganhou visibilidade com produções como The Boys e Cruel Summer, então, quando anunciaram a adaptação de uma série de livros tão renomada quanto A Roda do Tempo, as expectativas foram lá para cima, mas, todos sabemos o perigo que é ter expectativas demais...


Premissa interessante, mas mal executada


A série nos apresenta um mundo fantástico, aparentemente composto por uma sociedade avançada que regrediu milhares de anos. Nela conhecemos Moiraine (Rosamund Pike), uma espécie de feiticeira que é parte de um grupo de mulheres poderosas chamado de Aes Sedai.


Porém, ela renegou a própria cultura para partir em busca do Dragão Renascido, um ser que reencarna dentro de uma pessoa diferente em cada geração, e que pode tanto salvar o mundo, quanto destruí-lo, caso se una com o Tenebroso, um grande vilão aprisionado no Olho do Mundo (mas vamos falar dele mais tarde!).


Moirane, então encontra cinco jovens que podem possivelmente ser o tal escolhido, e a identidade do dragão é o grande mistério da temporada.


Se morrer, morreu. Se sobreviver, tanto faz


Em uma série com tantos protagonistas, e tantos núcleos diferentes, é uma façanha fazer com que o espectador não se importe com praticamente nenhum deles! Os que geram o mínimo de empatia são Egwene (Madeleine Madden) e Lan (Daniel Henney), que nem sequer é um dos protagonistas. O seriado não tem aqueeeeela construção de personagem, tornando boa parte da série bem lenta e enrolada.


Sem falar na quantidade de acontecimentos e cenas de ação que são jogadas na nossa cara totalmente sem aviso, meio que para preencher o espaço que deveria ser usado para aprofundar seus personagens (é lento e corrido ao mesmo tempo). Outra coisa que contribui para o desinteresse sobre o destino dos protagonistas, é a inexistência de consequências para as suas atitudes, pois tudo é resolvido como que em um passe de mágica (e por vezes é literalmente o que acontece)


Tem Potencial pra ser bom


O ponto alto de A Roda do Tempo é, sem dúvidas, a sua fotografia. Os efeitos visuais são muito bem feitos, então não duvidamos nem por um segundo que estamos em um mundo fantástico, com exceção dos efeitos utilizados na aparência do tão temido (só que não) Tenebroso, que não inspirava muito medo.


Mas a construção de mundo, visualmente falando, é impecável. Os cenários, figurinos, cabelo e maquiagem, tudo o que uma série que se vende como uma mega produção deve cumprir, A Roda do Tempo cumpre. Mas, como o seriado já foi renovado para uma segunda temporada, é bom empregar tal verba em um roteiro melhor também.


Contudo, vale a pena você assistir e tirar suas próprias conclusões Depois corre aqui e conta para a gente o que achou!



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