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  • @luigienricky

Análise | Aggretsuko - Temporada 3

Atualizado: 26 de out. de 2020

A Dona Netflix arrasa muito quando quer, principalmente em séries animadas ou cujo tema é focado nos problemas cotidianos de nós, meros mortais. Aggretusuko une o melhor dos dois mundos com uma animação gostosa de assistir e mostrando histórias que poderiam acontecer com qualquer pessoa!

Agora Retsuko da uma de Antônio Fagundes e cai de cabeça no mundo ̶d̶a̶s̶ ̶d̶r̶o̶g̶a̶s̶ dos games


Poderia acontecer com você


Eu sei que Retsuko é um guaxinim que trabalha num estritório de contabilidade, mas se você já trabalhou em empresas ou ambientes corporativos no geral, é fácil se colocar no lugar dela. O que torna tudo ainda mais fascinante é o fato da série se esforçar para quebrar esteriótipos a muito tempo reforçados no mundo real, principalmente no Japão, que é o país de origem da série.


Nas duas primeiras temporadas acompanhamos Retsuko por uma longa jornada de descobertas e amadurecimento, onde, na busca incessante de completar algo que lhe falta, ela percebe que não precisa daquilo que achava essencial para qualquer pessoa viver, seja um namorado, constituir família, um bom emprego ou mesmo tirar sua habilitação.

Por ser muito reservada, a unica forma que ela encontra de relaxar é indo ao Karaokê cantar um Death Metal no mais absoluto sigilo.


Um pouco mais distante da Realidade dessa vez


Na nova temporada, depois de desistir de tudo que havia planejado e dado um pé na bunda dos três pretendentes por perceber que não é um macho que irá torná-la feliz, Retsuko começa a apresentar pequenos sinais de depressão: Não come mais, não sai com os amigos e só fica em casa jogando videogame com realidade aumentada e gastando todo seu dinheiro com um namorado virtual.

Isso seria mais engraçado se não fosse tão triste


Depois de se meter em um baita problemão por causa do seu vício, ela acaba indo parar em um show em que é obrigada a trabalhar forçada para pagar uma dívida (a essa altura espero que você já tenha percebido que não é uma animação pra crianças).


Em um certo momento, já desesperada com as dívidas e não tendo mais a quem recorrer, Retsuko decide abrir um canal no Youtube para ensinar seus seguidores a arte do Death Metal, disfarçada, é claro. A confusão maior começa quando o produtor daquela banda descobre o grande segredo de Retsuko e a obriga e entrar oficialmente para a banda.

Os novos personagens inseridos são demais


Tema atual e importante


Mesmo se afastando bastante do mundo real e cotidiano que tornou a serie tão legal, essa historia toda de J-POP e idols trouxe outros assuntos importantes para o debate, como por exemplo todo o assédio moral que essas meninas e meninos artistas dos países asiáticos sofrem por parte da mídia e seus fãs, algo que tem estado cada vez mais em foco dada a quantidade de jovens idols que tiraram as próprias vidas nos últimos anos


Encaro como uma forma de mostrar aos fãs que eles também devem se responsabilizar quando esse tipo de coisa acontece. Nos últimos episódios somos apresentados a um stalker que quer matar Retsuko por achar que ela estragou a banda. Esta é uma cena muito pesada e com um mensagem bastante forte. Também se fala bastante de responsabilidade afetiva e ódio gratuito nas redes sociais.

Em uma cena muito emocionante, Retsuko recebe seu primeiro pagamento trabalhando com algo que ela gosta e se esforçou, é um daqueles momentos que aquece o coração dos sonhadores.


Muito mais Retsuko


Embora tenha personagens fantásticos e interessantes, como a Sanrio genuinamente faz sempre, a terceira temporada é mais focada na protagonista com poucos momentos marcantes envolvendo os coadjuvantes, e ta tudo bem!!!


O foco em Retsuko não tornou a serie repetitiva e foi bastante bem vinda, continua sendo aquele tipo de coisa que você consome tão rápido que quando percebe já ta carente pedindo por mais na pagina da Netflix. É uma série que tem tudo para continuar por anos!





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