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  • Carolina Mezalira

Análise | Animais Fantásticos e Os Segredos de Dumbledore – Um filme que só vai ladeira abaixo...

É lamentável que a franquia derivada de Harry Potter não é boa, mesmo que Animais Fantásticos e Os Segredos de Dumbledore seja melhor que o anterior continua no mesmo ritmo só descendo ladeira abaixo, ou seja, se tornando uma aventura esquecível que infelizmente deixou de buscar sua própria identidade e não consegue nem agradar aos próprios fãs do universo do bruxo mais amado do mundo (Incluindo Eu!!!). É dolorido falar isso, já que dá para ver a grana gasta nos filmes e gente que gosta de Harry Potter envolvida, porém simplesmente não rolou.

Mas antes de falar seus lados tanto negativos quanto os poucos positivos, vamos relembrar do que se trata o filme. Aqui continuamos a acompanhar a jornada de Newt Scamander (Eddie Redmayne) com o jovem Alvo Dumbledore (Jude Law) para acabar de uma vez por todos com o vilão Grindelwald (Mads Mikkelsen) e assim colocar um fim na primeira guerra bruxa.


Os Animais fantásticos....

Assim como nos filmes anteriores, os melhores momentos do longa são certamente quando aparecem as criaturas magicas gerando momentos típicos de filmes de aventura, como: perseguições, fugas e abordagens interessantes.


A trama desse filme inclusive, gira em torno de um animal fantástico incrivelmente raro, no qual pelas tradições bruxas seria o responsável pelo futuro da política do mundo bruxo. Todas as cenas envolvendo esse bichinho em específico geram momentos de emoção ao público, além do design dele ser extremamente fofo (se eu pudesse levaria para casa!).


O elenco....

Com certeza os trouxas que mais merecem destaque é o Jacob interpretado pelo incrível Dan Fogler, seu desenvolvimento e carisma ofuscam o protagonista e os coadjuvantes trazendo cenas hilárias sendo um dos únicos capazes de divertir o público. É interessante ver que ele é um dos poucos personagens que realmente tem um aprofundamento maior desde o primeiro filme.


Já a dupla Grindelwald e Dumbledore interpretados por Mads Mikkelsen e Jude Law, respectivamente está muito bem trabalhada. O primeiro substituindo Jonnhy Depp está melhor do que seu antecessor, já que ele apresenta uma característica mais vilanesco, enquanto Law, faz um contraponto com seu otimismo e pureza. O relacionamento deles é mencionada de forma superficial, somente para dizer que está lá.


E por último temos Credence (Ezra Miller), ele foi introduzido de forma tímida, se perdeu no segundo filme e teve seu fim apressado com se os produtores não sabiam o que fazer com ele, já Newt Scamander é um protagonista muito desinteressante que faz os telespectadores não se apegarem a ele.


A suprema Vicência Santos....

A atriz brasileira, Maria Fernanda Cândido, intérprete da bruxa Vicência Santos está belíssima no filme, mas infelizmente ela teve pouco tempo de tela, incluindo apenas 1 fala no filme todo (muito decepcionante!!!). Esperava mais, já que grande parte da campanha do longa foi direcionada as cenas gravadas no Brasil, no entanto por causa da pandemia a sequência final que deveria ser ambientada no Rio de Janeiro foi substituído pela região montanhosa de Butão, na Ásia.


Contudo, para não dizer que não teve nada do nosso país, o filme traz uma cena super-rápida de um famoso ponto turístico do Rio de Janeiro (Mas atenção, se vocês piscarem, corre o risco de perder a cena).


Por fim, o titulo que leva Os Segredos Dumbledore não tem nada de segredo diga-se de passagem, apenas um roteiro fraco e sem desenvolvimento nenhum tornando o filme mais esperado do ano totalmente esquecível.

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