Buscar
  • Carolina Mezalira

Análise | Army of Dead: Invasão Las Vegas – Muita porrada, bomba e zumbi

O diretor Zack Snyder está em alta desde que ele trouxe sua versão da Liga da Justiça tão pedida pelos fãs. E, desta vez, temos o retorno dele no gênero Zumbi, que deu início a sua filmografia em Madrugada dos Mortos, o qual pode ser comparado em inúmeras situações com o seu novo projeto lançado pela Dona Netflix, intitulado Army of Dead: Invasão Las Vegas. O filme foi feito para quem gosta de muita ação, bombas e, não podemos nos esquecer, de muitos zumbis.


A história


O longa mostra uma Las Vegas destruída, que foi tomada por uma infecção zumbi após a fuga de um experimento da Área 51. Rapidamente, os militares agem isolando o local para conter os mortos-vivos e não causar uma infecção mundial.


Contudo, as coisas fogem do controle quando o ex-soldado Scott (Dave Bautista) recebe uma proposta para montar uma equipe, incluindo sua filha Kate (Ella Purnell), com o intuito de invadir o local e abrir um cofre para recuperar US$ 200 milhões. O grupo precisa se manter vivo e, ao mesmo tempo, Scott quer se entender com a sua filha. Será que ele consegue?

Preparados para acabar com os Zumbis?!

Nem todo zumbi é igual...


Em Army of Dead: Invasão Las Vegas não temos apenas os zumbis "lentos", como estamos acostumados a ver em outros filmes do gênero, existem também zumbis inteligentes e, inclusive, um tigre zumbi (acredita?!). O longa traz uma diversidade até mesmo se tratando de pessoas mortas.


Poder feminino!

Olha que equipe linda!

As mulheres que fazem parte da equipe são tão poderosas quanto os homens. Em muitas produções, só eles conseguem derrotar monstros ou zumbis. Mas, aqui temos um grupo do sexo feminino muito forte, com destaque para Lily (Nora Arnezeder), que mostra que não está para brincadeira e é até mais forte do que o próprio Scott.


Além dela, não podemos deixar de citar Marianne Peters (Tig Notaro), que rouba a cena sempre que aparece. Sem sua presença o grupo estaria perdido, visto que ela foi a pilota de fuga, papel muitas vezes ocupado pelos homens.


Que elenco, senhorxs...


O que faz o filme funcionar tão bem é o carisma dos personagens, porém, ao mesmo tempo, o que deixou a desejar foi o desenvolvimento dos membros da equipe, mesmo que no fundo todos acrescentem algo no longa.


Além, claro, da química existente dentro do grupo, podemos destacar como ponto positivo a parceria entre Scott (Dave Bautista) e Cruz (Ana de La Reguera), ou a inusitada amizade entre Badass Van (Omari Hardwick) e Dieter (Matthias Schweighöfer), especializados em roubar cofres: a dupla muitas vezes é o alívio cômico e, mesmo se tratando de um filme de ação, o público consegue se divertir com eles, deixando a tensão um pouco de lado.


Até mesmo os personagens secundários têm seus momentos de brilhar, como é o caso de Lily, vivida por Nora Arnezeder. Não só isso, como a relação entre Scott e Kate, pai e filha, provoca os momentos mais emocionantes da história, mesmo que eles tenham uma ''rixa'' entre si. Contudo, o longa peca em se aprofundar em tal relacionamento e o público termina o filme sem entender o real motivo da briga e a razão de eles ficarem anos sem se falar. Se essas questões fossem respondidas, talvez o telespectador tivesse um aproveitamento melhor.


Traz o estilo Zack Snyder...

Sabemos que o diretor Zack Snyder gosta de cenas mais sinistras, como pudemos ver em 300 ou até mesmo na sua versão de Liga da Justiça. Aqui, ele também usa e abusa desse elemento para dar momentos de tensão ao público. Ele não vendeu o filme como terror, mas sim uma mistura de gêneros, ou seja, transita entre o horror propriamente dito, comédia, e até para cenas mais "nojentas", onde vemos sangue para tudo quanto é lado. E um ponto positivo do longa é exatamente isso, o equilíbrio certo entre os gêneros sem se tornar cansativo ou maçante para o público.


Cuidado, pois esse parágrafo contêm spoilers, mas não posso deixar de ressaltar isso: em uma cena no cassino, na qual tem muito tiro, porrada e zumbi para todos os lados, o público acaba ficando um pouco confuso, se perguntando de onde vieram todos esses mortos-vivos. Mas, ao mesmo tempo, é esse mesmo ocorrido que deixa os telespectadores vidrados na telinha, no melhor estilo Zack Snyder possível.


Caraca que trilha sonora perfeita!


No meio de algumas cenas caóticas, por assim dizer, são colocadas músicas atuais para tocar de fundo, e elas se casam perfeitamente com a situação em questão, sem estar lá para roubar o tempo do filme.


Como podemos ver, é um longa repleto de ação e, é claro, muito sangue! Além disso, ele é cheio de referências de tramas antigas do gênero, sendo um prato cheio para quem gosta desse tipo de filme.



Já assistiram Army of Dead: Invasão Las Vegas? Gostaram? Não se esqueçam de seguir o FendaGeek para ficarem por dentro das novidades!

0 comentário