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  • @airam_mont

Análise | Chroma Squad

Atualizado: 27 de out. de 2020

Já imaginou como seria ter o seu próprio estúdio e criar um programa no melhor estilo super sentai? Gosta de RPG tático, aquele, igual Fire Emblem? Então vem comigo nessa análise de um jogo brasileiro que deu no que falar.

“O que é super sentai?” Você deve estar se perguntando. É uma série com foco no público infantil, onde heróis coloridos enfrentam monstros e a luta acaba em robôs gigantes se digladiando contra os monstros, também gigantes.


Seu estúdio de filmagem (spoiler a frente)


Após se desentenderem com o diretor, um grupo de atores resolve filmar por conta própria, sua própria versão de série super sentai. Mas entre cartas de fãs e filmagens, descobrem que tudo vai além do fundo verde e acabam tendo que lidar com um mal real, ganhando poderes de verdade! Tudo isso com o charme de animações em 16 bits.

Você escolhe tudo, desde o nome do grupo e grito de guerra, até os atores. Os diálogos são bem engraçados, tem vários piadas divertidas. De acordo com que seu programa vai ganhando audiência, você vai ganhando fãs e recebe cartinhas, tem até como armar ações de marketing para ganhar público! E é bem trabalhado, por exemplo, se fizer jogadas extravagantes ou completar a tarefa que o diretor mandar, ganha mais audiência, se você optar por fazer propagandas por spam, você ganha público, mas perde fãs.


Rpg por turnos com esquema de crafting


No começo, suas fantasias e armas são todas de baixo orçamento, podendo utilizar materiais como cola e papelão. Quanto mais público assistir ao programa, maior o poder aquisitivo do estúdio, consequentemente melhores materiais poderão ser utilizados na criação de itens. Os uniformes e armas não são só por pura estética, eles servem para dar melhoria nos status, como força, agilidade e defesa. Pode parecer confuso no começo, a forma craftar, mas de acordo com que você vai jogando, aprende como funciona.


O sistema de batalha funciona como se fosse um tabuleiro de xadrez. Você seleciona para onde o personagem vai se locomover e escolhe sua ação, seja ela, atacar ou usar habilidade. Também é possível combinar dois ou mais personagens para um ataque em grupo, ou para saltar para mais longe. No final da luta, tem que organizar o grupo para performar um ataque final bem estilo Power Rangers.


Contudo, a batalha de robôs decepciona, parece que tá ali só para preencher uma lacuna de “o que um super sentai precisa ter”. Você basicamente só precisa apertar o botão no momento certo, bem genérico. Pelo menos as animações são legais.


Conclusão

Chroma Squad é um dos jogos brasileiros mais bem desenvolvidos, o sucesso é tanto que atualmente está sendo distribuído pela Bandai para consoles, além da Steam. A trilha sonora é ótima, dá para sentir o impacto dos golpes mesmo com o estilo de som em 16 bits. A música de abertura parece uma mistura de Changeman com Power Rangers.. Para se ter uma ideia, o jogo fez tanto barulho que a Saban, dona dos direitos de Power Rangers na época do lançamento do jogo, queria processar o estúdio brasileiro que desenvolveu. O mesmo teve que colocar no título do jogo um subtítulo: “Insired by Saban’s Power Rangers” (inspirado por Power Rangers da Saban).




Prós

  • Jogabilidade viciante nas batalhas comuns.

  • Enredo divertido.

  • Sons e gráficos, ao mesmo tempo que remetem a algo antigo, são até que atuais.


Contras

  • Batalha contra robôs mal trabalhada.



Chroma Squad está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 3 e 4, Xbox One, Pc, Linux, Mac OS e PlayStation Vita.



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