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  • Giulia K. Rossi

Análise | Dia do Sim - Um filme para toda a família!

Em meio ao cenário em que estamos vivendo atualmente, uma comédia leve e divertida é sempre bem-vinda! E a nova produção da Netflix, dirigida por Miguel Arteta, Dia do Sim, é perfeita para quem está procurando exatamente isso – uma boa risada e aquela sensação gostosa de coração quentinho.


Baseado no livro infantil de mesmo nome escrito por Amy Krouse Rosenthal e Tom Lichtenheld, o filme acompanha a excêntrica família Torres. A história começa nos introduzindo Allison (Jennifer Garner), uma mulher espontânea que, após o nascimento de seus três filhos com o marido Carlos (Édgar Ramírez), se torna uma pessoa completamente diferente do que costumava ser: uma mãe que precisa dizer “não” grande parte do tempo.


Entretanto, é claro que a sua atitude não agrada nem um pouco os seus filhos, principalmente os mais velhos: a adolescente Katie (Jenna Ortega) e o bagunceiro Evan (Julian Lerner). Cansada de ser a vilã da história, visto que seu marido é sempre colocado no papel do “pai legal”, Allison resolve embarcar em um desafio maluco: O dia do sim, em que, durante as 24 horas, os pais precisarão atender a todos os pedidos dos filhos. E aí, o que será que pode dar errado (ou muito certo)?

Quem não gostaria de sair por aí vestido assim?

Diversão garantida!


A premissa em si não parece lá grande coisa, e não deixa transparecer a profundidade do filme logo de início. Porém, ao longo da história, o enredo vai ganhando forma e percebemos que existe muito mais do que apenas isso. Incluindo a adorável filha caçula, Ellie (Everly Carganilla), todos os membros da família Torres vão conquistando o público com os seus defeitos e maluquices, nos entretendo do começo ao fim.


Repleto de situações que chegam ao cúmulo do absurdo, entre prisões, festas descontroladas e personagens secundários caricatos (algumas vezes até um pouco demais), que são típicos do gênero, Dia do Sim não é aquela produção que vai conquistar todos os críticos, porém, é uma comédia que facilmente será desfrutada por toda a família em uma tarde de domingo.

E de brinde ganhamos cenas fofas como essa!

Além disso, outro aspecto importante é a grande identidade latina que o roteiro de Justin Malen consegue trazer. Mesmo que a narrativa tenha Jennifer Garner como a figura principal, é essencial ver como a diversidade está presente na história, ainda mais sem estereótipos pejorativos. Os diálogos em espanhol entre a família agregam perfeitamente ao filme e, na realidade, o tornam ainda melhor.


Alerta de loucuras, clichês e boas risadas

Entretanto, apesar do bom desenvolvimento do longa, algumas situações irrealistas e exageradas acabam enfraquecendo a trama. Seria interessante se em certos momentos a produção deixasse de lado o humor pastelão e, ao invés disso, investisse na intensificação dos conflitos e dramas entre os membros da família, e não somente entre Allison e a sua filha – tinha mais potencial por aí!


Não somente isso, como o final é previsível e está no limite do clichê. Porém, por outro lado, todos esses aspectos já se tornaram quase que uma regra básica em filmes desse tipo. Dia do Sim não é uma obra inovadora, e nem pretende ser, mas nada disso diminui a mensagem principal que ele quer passar, sem vilanizar a figura dos pais e muito menos a dos filhos, tornando-o um ótimo filme para assistir com a família reunida.


Apesar de suas pequenas falhas, todos vão conseguir dar risada com o filme, se identificar com os seus personagens e, como bônus, os fãs de música poderão desfrutar da participação especial da cantora H.E.R (que acabou de ganhar um Grammy!) para tornar tudo ainda mais divertido. Vale à pena dar uma relaxa no sofá e conferir os absurdos que acompanham essa família!



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