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  • @danilomiguel08

Análise | Doutor Estranho no Multiverso da Loucura - O Novo filme da Feiticeira Escarlate

A tão aguardada continuação da "saga do Multiverso" finalmente chegou aos cinemas e talvez a sua mente exploda um pouquinho, mesmo que tuas expectativas não sejam atendidas do jeito que esperava.

Pensa num cara imponente

Tentando colocar ordem no barraco


Começando de onde Homem Aranha: Sem Volta para casa e WandaVision pararam, a história se divide nas narrativas de Stephen Strange e Wanda Maximoff. Enquanto um precisa reaprender a viver num mundo pós blip e pós a salada feita com o Cabeça de Teia, a outra busca uma forma de trazer seus filhos de volta utilizando o livro dos condenados. No meio desse caos somos apresentados à America Chavez que tem sido perseguida por demônios/monstros por conta de sua habilidade única e isso, claro, também obriga o mago supremo Wong a se envolver no conflito - e uma variante de Christine Palmer aparece pra balançar (ou equilibrar) ainda mais essa bagunça.

Quem é essa menina de vermelho? Eu vim pro baile só pra ver elaaaa... Esfregando a cara de macho no chão

A direção explícita e característica de Sam Raimi é perceptível desde as cores do céu aos enquadramentos de câmera e cortes. Com uma trilha sonora que acompanha a sensação de medo e terror, o roteiro cria facilidades e coincidências para que a história se desenvolva. O conceito de multiverso é mais uma vez explicado e exemplificado, assim como os detalhes do terrível Darkhold.


Um Elenco precioso, sem dúvida!


Elizabeth Olsen é, sem esforço, a melhor parte do filme, onde sua atuação que já foi brilhante na produção anterior aqui ganha um upgrade colossal. Xochitl Gomez entrega o carisma que precisamos, mesmo com as diferenças de sua versão dos quadrinhos e a dificuldade de se conectar com os outros personagens ou até mesmo com o público. Cumberbatch continua brilhante e isso só faz esse bolo ficar mais cremoso ainda, principalmente nos diálogos e interações com Rachel McAdams. O defeito que mais incomoda é como a trama roda roda e não sai do lugar, perdendo a oportunidade de brincar com todas as possibilidades multiversais, os "O que aconteceria se...?" e até mesmo fugir do óbvio que se espera de um filme da Marvel para quem sabe realmente ser uma obra mais única do que já é.

Talvez os jovens se apeguem mais à América que nós, pois ela simplesmente tanto faz, infelizmente...

Multiverso da Loucura é sombrio, aterrorizante e violento. Apresentando sequências frenéticas, jumpscares e cenas que chegam no limite da classificação etária, Kevin Feige deixou Raimi fazer o seu trabalho sem muitas influências e o resultado é minimamente satisfatório. Com uma dose cavalar de fanservice e referências que fazem a sala de cinema vibrar e com muito drama, magia, humor, elementos de horror, ação na medida certa, desfechos, encerramentos de ciclos e um pós créditos interessante, o longa deixa a incursão de ideias mais do que pronta para o longínquo futuro dos nossos queridos heróis desse universo… E com certeza de muitos outros.


PS: A última das duas cenas pós crédito é irrelevante funcionando apenas como encerramento de uma piada apresentada durante o filme, então, se estiver com muita pressa, pode ir embora!

Quer aproveitar ao máximo a experiência do novo filme do Mago mais poderoso da Terra? Então se liga no que seria interessante você assistir antes para poder entender absolutamente tudo que foi esfregado na cara dos espectadores em cada sala de cinema do país e poder pegar todas as referências:


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