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  • Carolina Mezalira

Análise | Elite: 5ª temporada – Temos novas adições, mas nenhuma novidade!

A série espanhola de sucesso, Elite, acaba de entrar na sua quinta temporada e, com passar dos anos, a trama principal do pessoal de Las Ensinas continua no mesmo lugar, sempre com um assassinato assombrando a vida dos nossos queridos alunos. Porém, infelizmente, por conta disso, a produção da Netflix acaba se tornando repetitiva para o público.


A história


Os novos episódios são centrados no segredo que Samuel (Itzan Escamilla) e Rebeca (Claudia Salas) guardam dos seus colegas, afinal, sabemos que ambos estão por trás da morte de Armando (Andres Valencoso) mostrada no final da temporada anterior. Novamente o seriado intercala flashbacks de interrogatórios do assassinato do abusador de Mencia com cenas do presente, onde nos deparamos com adolescentes que lidam com a falta de amor de seus familiares e, por isso, jogam toda essa carência em cima de uma pregação sem fim.


Não necessariamente as cenas sexuais da série precisam ter críticas negativas, pois na realidade todos os estudantes são interpretados por adultos, o que torna a situação mais confortável para assistir. Através das cenas constantes de sexo, sejam elas explícitas ou apenas diálogos de flertes, Elite tenta conversar, mesmo que de uma maneira torta, com todos os tipos de públicos, já que aqui encontramos vários tipos de relacionamentos, seja homossexual ou heterossexual, retratados de forma natural, como deveria ser toda relação.


Já devia ter chegado ao fim?

Elite está cada vez mais se apegando ao erotismo, com isso vem deixando a história dos seus personagens de escanteio, tornando-as muitas vezes desinteressantes e fracas. Enquanto as primeiras temporadas traziam crimes mais perturbadores e chocantes, fazendo os telespectadores não desgrudarem os olho da telinha, agora infelizmente o seu foco mudou de perspectiva, deixando seus mistérios apenas como míseros detalhes na história.


O seriado segue se apegando ao visual e estética, lembrando que para esse povo tudo é festa e drogas, o que fica mais evidente com a chegada de Isadora (Valentina Zenere), jovem que vai para a escola mesmo sendo uma importante DJ em Ibiza. Quando a personagem aparece, a paleta de cores da série fica mais vibrante, dando sinais de que ela é milionária por conta de seu trabalho, além de que, fica claro que ela não se importa com os outros.


André Lamoglia, nosso brasileiro


Não posso deixar de mencionar que a maior surpresa nessa temporada foi a estreia de André Lamoglia como Ivan, filho de um dos melhores jogadores de futebol. Tanto o adolescente quanto o seu pai criam narrativas que envolvem estereótipos de atletas, e para piorar a situação, eles acabam se apaixonando pelo mesmo garoto.


O ator aceitou o desafio de estar em uma das séries mais populares dos últimos tempos e conseguiu entregar muito carisma, roubando os holofotes dos veteranos, principalmente quando ele aparece falando português. A expectativa é que o personagem se torne o foco da próxima temporada que já foi encaminhada.


Elite não é uma série ruim, tem algumas reviravoltas intrigantes, que deixam um gancho interessante para o próximo episodio, mas, fica o questionamento: será que ela continua se sustentando apenas nisso? Na minha visão, o que falta na série é o equilíbrio entre as temáticas, como muitas séries adolescentes conseguem fazer.

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