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  • Giulia K. Rossi

Análise | EncrenCão - Uma aposta leve, divertida e perfeita para crianças

Fica esperta, dona Disney! Depois da incrível estreia de A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, a Netflix acaba de lançar mais uma animação que se manteve no Top 10 da semana. E é claro que estou falando de EncrenCão, filme de Kevin Jonhson, que veio com uma história simples e comovente para entreter toda a família! Mas e aí, será que ele conseguiu cumprir a sua proposta?


A comédia familiar acompanha a vida do mimado Encrenca (Big Sean), um cãozinho que está acostumado a receber todo o tipo de tratamento especial em sua mansão. Contudo, a vida paparicada do animal chega ao fim quando, de repente, ele perde a sua milionária dona e fiel companheira. Ele, então, se vê perdido no meio da cidade, sem rumo e sem ideia de como se adaptar a essa nova vida.

Eu também quero um mordomo a minha disposição!

Mais do mesmo? Por que não?!


O filme não possui uma trama repleta de novidades, mas surpreende com a sua qualidade de animação. Ainda que possua uma história batida (bem no estilo de Bolt: Supercão), o longa apresenta um carismático visual e estilo, que facilmente conquista o coração da criançada. A animação pode até não concorrer ao Oscar e nem nada parecido (e provavelmente não vai), mas entrega vários personagens caricatos que vão divertir o público infantil sem grandes problemas. Quem aí não adora ver um monte de doguinhos fofos?


Primeiramente, temos os dois malvados novos donos de Encrenca, que, em meio ao seu desespero para conseguir a herança da tia falecida, acabam por se livrar da única coisa que precisavam: o cachorro. E é aqui que entra a outra figura vilanesca da história, o bizarro caçador de animais contratado pela dupla asquerosa. Os três vilões não são de longe os mais inteligentes, e nem mesmo os mais assustadores, mas divertem o telespectador com as suas características cômicas e exageradas.

Não dá para levar esses dois a sério!

No decorrer do enredo, somos introduzidos a vários novos personagens que cruzam o caminho de Encrenca. Porém, aqui vale destacar a cadela de rua, Ronda (Pamela Adlon). Ela não contribui somente para a comicidade do filme - como é o caso da turma de cachorros do parque - mas possui a sua própria história e desenvolvimento. Ainda que repleta de clichês, a trama da durona Buldogue conversa diretamente com a mensagem do filme sobre amor e companheirismo. (Só falta tocar no fundo a música da Jessie de Toy Story para tirar algumas lágrimas da audiência...)


Chama a criançada!


Entretanto, são em poucos momentos que a trama, de fato, se aprofunda em seus diálogos e situações. É preciso ressaltar que: essa é uma animação para crianças. E para por aí. A história não possui nenhuma grande reviravolta, e nem mesmo se permite explorar mais significativamente todos os personagens que nos são apresentados, o que perde a atenção dos telespectadores mais velhos.


Sem pensar muito, você já sabe o que irá acontecer do começo ao fim do filme. Seja a relação formada entre Encrenca e a aspirante a cantora Zoe Bell (Lucy Hale) e o desfecho da arrogante dupla de vilões, não há muitas novidades no meio do caminho - tirando a parte dos esquilos dançantes, isso sim me pegou de surpresa (não necessariamente de um jeito positivo...).


Recheado de clichês, o filme aposta em uma narrativa rasa, mas segura, que entretêm as crianças e especialmente os amantes de cachorros. Esse não é aquele tipo de animação para você levar muito a sério (Pixar, estou falando com você), mas, com muita música para sair cantando pela casa, bom humor e mensagens tocantes, certamente é o plano perfeito para se distrair e passar um tempo com toda a família.



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