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  • marianafrancomague

Análise | Festa de Formatura - sempre um aprendizado no final

Fala aí amantes de musicais, se solos dramáticos e números gigantescos de dança são a sua praia, cola em mim que eu vou te contar tudo sobre o mais novo musical da senhora Netflix, The Prom, ou como ficou no Brasil Festa de Formatura.


The Prom é originalmente um musical de palco que ficou em cartaz na Broadway entre 2018 e 2019,então fiquem com a crítica de alguém que já sabia o final da história , e a indicação para todos irem conhecer o musical original .


PREMISSA


O longa dirigido por ninguém menos que Ryan Murphy conta a história de Emma (Jo Ellen Pellman), uma adolescente que está prestes a se formar no Ensino Médio, e seu único desejo é levar sua namorada Alyssa (Ariana DeBose) para a festa, porém a Associação de Pais e Mestres do colégio preferiu cancelar o baile a ver um casal lésbico na pista de dança.


É ai que nossos elenco adulto entra em cena, Dee Dee Allen (Meryl Strepp), Barry Glickman (James corden) Angie Dickinson (Nicole Kdmasn) e Trent Oliver (Andrew Ranells), são 4 atores que estão frustrados com a sua carreira, e ao ler sobre a situação de Emma na internet, enxergam na causa dela uma oportunidade de voltar aos holofotes, então vão até Indiana para tentar ajudar a menina.


DNA RYAN MURPHY


Se você esta ligado na comunidade de musicais, já deve conhecer ele, se você já assistiu Glee ou The Politician você já conhece o estilo dele, aqui em The Prom vemos Ryan Murphy em todos os lugares possíveis do longa, ele nos faz se sentir em um teatro da Broadway, pois antes de começar cada música, notava se a mudança na iluminação, jatos de luz rosa, azul eram lançados em cima dos atores, o que deixa tudo mais parecido com o teatro.


OS VETERANOS BRILHARAM


Apesar da protagonista ser uma adolescente, o núcleo adulto sem dúvidas roubou as atenções, o mais interessante, é que cada um tem sua própria trama, Dee Dee e Barry são os que tem mais destaque, ambos acabam de estrear e fechar MAIS UM espetáculo na noite de estreia, Já Angie há muitos anos faz parte do musical de renome Chicago, mas nunca deixaram ela fazer a protagonista Roxie Hart, Barry nunca conseguiu ganhar o tão sonhado Tony (o Oscar do teatro musical )e Trent é frustrado por ser lembrado apenas por uma sitcon dos anos 80.

Não sabia que precisava tanto ver uma dupla com Meryl Strepp e James Corden até realmente presenciar esse acontecimento, James pode não ter muita experiência como ator ainda, mas como se diz no meio artístico, quando temos um ator mediano e um que é muito bom, ele eleva o nível do outro, e ambos os personagens tem seu passado mais explorado, portanto é mais fácil ver a evolução deles ao longo no filme.


Infelizmente o filme não aproveita o potencial de Nicole Kidman, pois não se aprofunda na história de Angie, mas quando ela tem um destaque, essa mulher esfrega talento na sua cara em um número claramente inspirado em Chicago.


A MOLECADA DEU CONTA DO RECADO, MAS NEM TANTO


O núcleo jovem não deixa muito a desejar, canta belissimamente bem, atuam direitinho, sem falar nas danças, mas nosso casal principal, Emma e Alyssa, aquelas que deveriam soltar faíscas ao se olharem, não demonstraram muita química na cenas de drama, nas de romance até é aceitável, porém nada que tire o folego, mas nada que tire o mérito de nenhum deles, a própria Jo que interpreta nossa protagonista, tem The Prom como seu primeiro trabalho.


MAS AFINAL E AS MÚSICAS?


Já que se trata de um musical, vamos falar das músicas; dica para a vida, um bom musical é aquele que as músicas ajudam a contar a história, aqui você consegue entrar na cabeça e no coração dos personagens, então pode deixar a trilha sonora no aleatório e curtir, porque não tem nenhuma faixa que vai te deixar triste ou desanimado, existem musicas tristes , mas nada deprimente (longe da Marilia Mendonça saca ).

Estamos falando de Ryan Murphy aqui, então cada número musical é mais grandioso que o anterior, uma coreografia mais elaborada que a outra, destacando uma em especifico que é comandada pelo Trent Oliver, em pleno shopping da cidade, muitos chafarizes e escadas rolantes envolvidas.


Além disso a adaptação acrescentou não só um personagem, mas um solo para ele, no caso, Keegan Michael Key dá vida ao diretor da escola de Emma, além de fazer um casal mega fofo com a personagem de Meryl Strep , ele canta uma música que fez quem vos escreve aqui chorar, pois a letra exemplifica tudo que a arte foi para nós nesses tempos de COVID.


TEM SEMPRE UM APRENDIZADO NO FINAL


Talvez a maior assinatura de Ryan Murphy é que em todas as produções que ele se envolve, sempre existe uma moral, ou uma causa social muito forte que a série ou o filme reforça, em The Prom temos inúmeros assuntos de extrema importância, é claro a causa LGBTQIA+ era a que tinha mais destaque, mas valores como empatia, amor ao próximo, humildade e honestidade são abordado ao longo de todo filme, então assistam com o coração aberto que muitos ensinamentos virão com esse filme.










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