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  • @luigienricky

Análise | Fuller House

Atualizado: 27 de out. de 2020



Segunda parte da última temporada de Fuller House chegou para deixar muita saudade.

É incrível como uma série tão despretensiosa e ingênua consegue prender tanto a atenção de quem assiste. Seja pelos diálogos bobos ou pela sensibilidade de situações cotidiana que, na maioria das vezes, não damos a devida importância.


A segunda parte chega à Netflix para encerrar (mais uma vez) a saga da família Tanner/Fuller/Gibbler de forma satisfatória, não como a versão dos anos 90 ficou nos devendo. Dessa vez a história realmente termina e é até capaz de você ficar com os olhos marejados.


Depois de ter dado à luz a pequena Danielle para sua amiga Stephanie, Kimmy se prepara para o seu casamento coletivo junto da nova mamãe e de sua melhor amiga de infância, DJ.

Toda a segunda metade da temporada é focada no casamento e nas situações absurdas que a gente adoro ver, mesmo sendo totalmente previsíveis. E infelizmente é só isso mesmo!


DESAPEGANDO TOTALMENTE DO PASSADO

A série dos anos 80/90 foi um sucesso incontestável, principalmente no Brasil!

SBT que o diga!


Nas primeiras temporadas a série era totalmente apegada ao sucesso do passado, sempre apelando para a nostalgia que os viúvos noventistas sentem. Na nova temporada isso se mantém um pouco mas com bem menos frequência, ufa!!!


Uma coisa que me incomodou foi o fato de o elenco infantil/adolescente não ter o mesmo destaque que o elenco infantil/adolescente da versão original tinham. Claro que isso é justificável pois a série original era voltado para as crianças dos anos 90 e a nova versão continua sendo, então é compreensível que o foco seja nas crianças dos anos 90 que cresceram (você pode confirmar isso com as várias piadas de tiozão que são largadas no ar o tempo todo). As vezes você consegue sentir uma vergonha alheia.


CHEGA DE IMPLORAR MIGALHAS PARA AS OLSEN

Quando a série foi anunciada, o que todo mundo esperava ansiosamente era o retorno das gêmeas Olsen no papel da Michelle que era a alma da série. Isso não aconteceu! Nunquinha! A primeira vez que fazem uma piada sobre a Michelle estar em outro lugar cuidando do seu império da moda, você acha engraçado. Na segunda também. Na terceira eu já entortei o bico. Na 78ª vez, ficou chato. Já estava claro que elas não retornariam para a série e tudo bem! Elas não são mais atrizes, e sinceramente Brito, as duas não fizeram falta!


Frequentemente eramos presenteados com a presença de personagens da versão original, mesmo os que não eram mais atores, isso era legal e em um determinado momento, percebemos que não precisamos mais deles pois o elenco atual conseguia se manter bem e isso é uma coisa boa!


Contudo, entretanto, todavia...


Na cena final, no casamento tão falado nas duas últimas temporadas, sentimos falta desses personagens que apareceram anteriormente, cadê a tia Becky e os gêmeos? Eles deixaram um buraco por não aparecer num momento tão importante e preparado para as personagens, deixando um sentimento de coisa inacabada que acabei de sentir de novo enquanto escrevia.


QUEM SABE DAQUI 30 ANOS?

Assim como sua predecessora, Fuller House é repleto de momento bonitinhos que você vai soltar um logo e sonoro: "Oooooooownt". A série tem tudo para retornar um dia contando como estão os filhos dos filhos daquelas que crescemos assistindo e é a chance ideal para fazer a Michelle voltar, mesmo que seja com outra atriz no papel, como a própria Elizabeth Olsen já manifestou que seria um prazer mesmo que depois de todas essas temporadas já tenhamos percebido que o que torna Full/Fuller House especial, não é uma única personagem!





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