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  • @_KaioMoura

Análise | Grand Army - Muito mais do que uma série adolescente

Se você gosta de séries adolescentes na pegada de Skins e Euphoria, onde acompanhamos a vida de adolescentes nos dias de hoje enfrentando vários dilemas sociais, Grand Army é um prato cheio pra você.


Baseada na peça Slut: The Play a produção teve a sua primeira temporada com nove episódios de 60 minutos. Katie Cappiello responsável pela peça também atuou como produtora executiva da série na Netflix.


Já pelo trailer podemos sentir que veremos muito mais do que apenas uma "malhação americana". Na série, acompanhamos a vida dos 5 protagonistas tentando sobreviver ao conturbado ensino médio em uma escola pública no Brooklin.


Mas o que cada um tem pra contar?


Já nos primeiros minutos do primeiro episódio o estudantes da escola Grand Army são surpreendidos com um assustador atentado terrorista que acontece próximo à escola. Apesar do susto nossos protagonistas seguem a sua vida enfrentando suas próprias batalhas.


Dominique, está no segundo ano e apesar de ser uma das melhores estudantes da escola, precisa se virar para ajudar a sustentar a sua casa enquanto o que mais quer é entrar na faculdade de psicologia. Sem deixar a peteca cair, ela "dá seus pulos" pra conseguir dinheiro pra casa, porém isso pode prejudicar o seu desempenho na escola e até mesmo nos seus relacionamentos


Joey é aquela menina super popular na escola, porém ela passa longe de ser uma patricinha fútil. Totalmente engajada com causas sociais, principalmente feminismo, ela briga com todos para fazer o que é justo. Porém tudo está para mudar na sua vida quando um acontecimento terrível a trará um grande trauma.


Sid é o atleta bonitão que aparentemente tem a vida perfeita. Namorada que o ama, estrela do time de natação e vários amigos. Porém ele é o mais afetado pelo atentado que acontece no primeiro dia, já que tem descendência indiana e o preconceito de todos ao redor estão o deixando perturbado. Além disso, ele está passando por um grande momento de descoberta sobre a sua sexualidade e está desesperado pra que ninguém suspeite de nada.


Leila está em grande conflito de identidade. Apesar de ter descendência oriental, foi adotada e criada em uma cultura 100% ocidental e sofre bullying das outras garotas orientais da escola. Começando a ter a suas primeiras relações sexuais, ela acaba se envolvendo em situações que trarão grandes consequências para a sua vida pessoal.


Por fim, temos Jayson. Ele e seu melhor amigo tocam saxofone na banda da escola e estão batalhando por uma bolsa de estudos em uma das melhores faculdades de música do país. Porém, após uma brincadeira inconsequente, o destino dos garotos e da sua amizade é posto à prova. Trazendo também a discussão de que punições são bem mais pesadas quando se tratam de pessoas negras.


Apesar de todos estudarem na mesma escola, os protagonistas possuem poucos momentos de interação. Cada um deles possui a sua própria história se desenrolando em paralelo aos outros enredos.


Grand Army mostra de forma bem sensível, como grandes discussões como feminismo, desigualdade social, racismo e estupro estão diretamente relacionadas às vidas dos nossos jovens. Fazendo com que a série seja mais do que apenas uma novelinha e se torne algo realmente necessário nos dias de hoje.


A Netflix ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de renovação da série para uma segunda temporada e isso acaba nos deixando bem angustiados. Se você já assistiu, sabe que algumas pendências ficaram no ar e seria muito bom podermos ver o seu desfecho. Por outro lado, no último episódio a produção nos deixa com um ar de esperança de que tudo vai ficar bem, o que pode ser um sinal de que podemos não ter um segundo ano da série.


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