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  • Giulia K. Rossi

Análise | Killing Eve: Dupla Obsessão – Você que vai ficar obcecado!


Já pensou em uma série que consegue fazer todo mundo se apaixonar por uma psicopata? Killing Eve: Dupla Obsessão está aqui para provar que isso (e muito mais) é possível!


O drama lançado em 2008, não é sua típica série de investigação. Desde o início, ele segue o diferente (às vezes, um pouco estranho) humor britânico, mas, na medida certa. Ainda consegue conquistar o público geral – a peculiaridade só faz parte do seu charme!


Killing Eve acompanha a vida de Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente do governo que se vê interessada (ou, alguns diriam, obcecada) em conseguir capturar a perigosa assassina, Villanelle (Jodie Comer).

Isso se chama tensão sexual, senhoras e senhores

Mas não é tão simples assim!


É aí que a caçada (e a confusão) começa. Não é só Eve que se sente inexplicavelmente atraída por Villanelle (a gente não te culpa não, querida!), mas a assassina parece estar igualmente instigada com a detetive. Agora sim!


A dinâmica e química entre as duas personagens é um ponto marcante, original e (muito) positivo da série. O público sabe o quão problemático seria um relacionamento entre as duas, porém, torce por elas de qualquer forma – Assista e veja por si só!


Mas, não é só a dupla que chama a atenção do público. Ao lado delas, temos a fria e inteligente Carolyn (Fiona Shaw), uma das chefes do serviço secreto britânico MI6, o divertido e grosseiro Konstantin (Kim Bodnia), aliado de Villanelle e, não menos importante, o amável hacker Kenny (Sean Delaney).

Ninguém mexe com a Carolyn!

Nem sempre acertamos tudo...


Killing Eve é uma série fenomenal, com prêmios merecidíssimos e atuações de tirar o fôlego – Alguém dá logo um Oscar para a Jodie Comer!. Porém, a vida não é feita só de elogios... Então, vamos lá.


A primeira temporada da série é impecável. Escrita pela talentosa e hilária, Phoebe Waller Bridge (também conhecida pela aclamada Fleabag), o arco narrativo fisga a atenção do público e nos dá um verdadeiro show sobre construção de personagem! Além disso, a cereja do bolo é o figurino e a cenografia – você vai ficar simplesmente deslumbrado pelos visuais da nossa temida e amada Villanelle!


Logo em seguida, a segunda temporada, escrita por Emerald Fennell, peca em pouquíssimos aspectos (são tão irrelevantes que, como eu, você nem vai lembrar). Ela continua possuindo o humor sagaz e original de Killing Eve, ao mesmo tempo que desenvolve a relação das personagens umas com as outras e consigo mesmas – se prepare para sentir pena de uma psicopata!


Contanto, o mar de rosas acaba aqui. A terceira e, mais recente, temporada da série perde um pouco a sua potência. Desenvolvida por Suzanne Heathcote, a temporada logo no começo deixa o espectador com milhões de pontos de interrogação na cabeça – Sim, eu estou me referindo ao que acontece com o Kenny! E, ainda pior, (aviso de spoilers) o casamento aleatório da Villanelle. O que diabos foi aquilo?


O terceiro arco da produção é, no mínimo, decepcionante. Não é de fato ruim, mas, as expectativas adquiridas ao longo da série deixam qualquer fã desapontado com os episódios lentos (em especial os dois primeiros) e cheios de novos personagens desnecessários (estou falando com você, Geraldine!).


Mas, muita calma nessa hora!


Para a nossa alegria, porém, tem muita coisa que Killing Eve continua acertando, apesar de tudo isso! A terceira temporada pode ser falha, mas, ela não somente nos proporciona um episódio incrível, inteirinho focado na nossa assassina predileta, como também nos presenteia com um episódio final bem feito e cheio de emoção – vai me dizer que você não chorou na cena da ponte?

Também vale uma menção honrosa para esse amorzinho de cena

O início fraco vai ganhando forma e, no final das contas, o drama se consolida com seu roteiro inteligente e perspicaz. Continuamos nos questionando sobre “o que vai acontecer em seguida” e nos envolvendo nas histórias, ainda que em algumas mais que em outras. Por fim, nos despedimos da temporada com aquela vontade de ver mais, e é isso que importa!


Por conta da pandemia, as produções atrasaram, mas, em 2021 teremos essa série fenomenal de volta nas nossas telas (Ufa!). Enquanto isso, você pode ir lá maratonar esse tesouro na Globoplay! Então, nos resta torcer para que a quarta temporada seja tão incrível quanto as duas primeiras.


Preciso de um beijo melhor que aquele, produção!



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