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  • @luigienricky

Análise | Kingdom - 2 ª Temporada

Atualizado: 26 de out. de 2020

Antes de começar com a análise desta preciosidade áudio-visual, gostaria de listar apenas os motivos para você deixar o preconceito de lado e se afundar nessa história maravilhosa!


Tem a San de Sense8, tem bons vilões, terror, comédia, drama, tensão (leia de novo essa palavra e para de pensar besteira), protagonista gato, trama política elaborada, figurinos impecáveis e lutas de espadas!!!


Tecnicamente impecável

(Esses olhinhos s2)


Para falar da segunda temporada, precisamos chamar atenção ao que te prende logo de início: Fotografia impecável, efeitos práticos muito bem executados, figurinos e trilha sonora magníficos.


Incrível como a forma escolhida para seguir as filmagens não te deixa esquecer em nenhum momento que Lee Chang é o protagonista da porra toda e é por causa dele e em torno dele que toda a trama de Kingdom é focada. Sempre que aparece em cena ele está bem ao centro do enquadramento para que ninguém esqueça que é a história dele que está sendo contada.


A caracterização dos mortos é muito bem feita mesmo sendo simples. A forma como se movimentam, se expressam ou simplesmente levantam do chão é impressionante e continua sendo na temporada dois. Me via soltando vários "essa doeu" ao ver os atores se atirando no chão, se jogando pela janela ou sendo mortos de forma bruta tamanha dedicação e veracidade das cenas.


Qual o babado da parte dois?

(Elenco preparando você para a cena de perseguição no telhado mais agoniante dos últimos tempos)


Para situar quem não conhece, na primeira temporada somos apresentados a uma trama que mostra um rei morto que foi ressuscitado por uma planta depois de contrair uma doença, o problema é que ele não reviveu totalmente tornando-se um monstro e espalhando uma praga pro toda a Coreia. A temporada dois já começa avançando na história exatamente de onde a primeira terminou. Adoro quando essas coisas acontecem!

Quanto ao roteiro, ele só começa a surpreender realmente a partir do segundo episódio através de um evento que somos levados a acreditar que só aconteceria no final da série e isso me deixou muito curioso sobre como a série conseguiria se desenvolver com a possível resolução de um dos temas principais... E consegue!

(Quem é Cersei Lannister na fila do pão comparada a essa mulher?!)


A série aproveita bem os seus seis episódios com um ritmo rápido e não perde muito tempo se explicando ou apresentando conteúdo desnecessário como fez na primeira temporada. O ritmo é frenético e é fácil você se pegar esquecendo de respirar durante as cenas de ação tamanha tensão provocada. É muito eletrizante!


Diferente de outras séries que levam anos para explicar as coisas (The Walking Dead cof cof), aqui descobrimos qual o intuito da doença, para quê foi criada, desenvolvida e utilizada como arma biológica para uma guerra, o que da ainda mais profundidade ao que estamos assistindo.


Por falar em guerra. As estratégias de batalhas utilizadas para se livrar dos mortos são muito inteligentes e divertidas de ver. Você não vai ouvir ninguém dizendo: "Vá sem mim, eu não aguento mais!" As pessoas aqui realmente querem sobreviver a todo custo.


Também é interessante todo o fanatismo politico envolvido na trama, os opostos se atacando e fazendo tudo para sobreviver, parece até que foi inspirado no Brasil atual.


O REI DEVE SERVIR AO POVO!

O presidente também!


É plot twist que você quer? Então toma!

(As personagens femininas são fortes como deveriam ser e não caem no clichê das suas contrapartes asiáticas de outras mídias)


No início da história fomos surpreendidos por algumas características que não esperávamos ver nos zumbis e em tudo que conhecemos (?) deles. Agora isso está mais explorado e divertido que nunca. Você nunca sabe o que esperar, não consegue imaginar o que vai acontecer. A história não é nem um pouco previsível.


Todo momento tive a sensação que a história estava se encaminhado para o final por causa das resoluções do arco da maioria dos personagens até aqui, de repente, acontece algo e tudo muda de novo.


Algumas decisões voltadas a narrativa, porém, podem causar um pouco de estranheza. Mas se você é dos anos 90/2000 e cresceu com um pai ou um vô viciado em filmes chineses de ação então talvez não se incomode com o exagero típico do cinema oriental! Quem somos nós para julgar a identidade do cinema deles, não é? Um exemplo de narrativa também é referente ao humor que, as vezes para nós, parece fora de contexto por ser pastelão demais.


É só isso? Não tem mais jeito? Acabou? Boa sorte!

(Personagem misteriosa aparece pra jogar na nossa cara que a série tem muito folego e potencial para muitas outras histórias)


Conforme ia me aproximando do final, comecei a ficar nervoso achando que a série se encerraria ali. Não me entenda mal, teria sido satisfatória embora preguiçosa, mas quando tudo parecia perdido recebemos um banho de novas informações dando a entender que a série vai continuar sim!


Entretanto, para quem não tem paciência pra séries longas, saiba que todo o arco iniciado na primeira temporada se encerra aqui. A série aponta para um rumo diferente em uma possível terceira temporada, mas deixa seu coração em paz pois todos os segredos que deveriam ser contados já foram e o próximo passo é explorar o que está por vir. Eu amo essa imprevisibilidade que o roteiro nos presenteia sempre!





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