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  • marianafrancomague

Análise | Lúcifer - Temporada 5 (parte 1)

Atualizado: 27 de out. de 2020

Na última sexta feira (21) chegou no catálogo da Netflix a primeira parte da quinta temporada de Lúcifer, e cá está nossa análise dos 8 primeiro episódios.

As imagens promocionais convenceram mais que os episódios


Vamos falar bem antes de esculhambar


Logo no primeiro episódio nosso vilão Miguel (Michael se viu em inglês) já começou a causar na vida da Detetive Chloe, o gêmeo de Lúcifer foi um dos pontos mais positivos da primeira parte, fala sério, se um Lúcifer é bom, imagina dois !!

E Tom Ellis não deixa nada a desejar ao nos fazer odiar o Miguel tanto quanto amamos o Lúcifer, mas já que tínhamos um vilão tão carismático ele poderia ter aparecido mais pois deu as caras em apenas 4 dos 8 episódios, mas assim como ele disse: "Tudo faz parte de um plano maior". Parece que Miguel não acabou de causar.


ReDANção!


Outro ponto positivo foi o desenvolvimento dos personagens secundários com destaque para Dan e Maze, o detetive (nem tão babaca nessa temporada) aprendeu a lidar com a morte de Charlotte (Finalmente) e ver o lado bom da vida, podemos ver que a relação ente Dan e Lúcifer ficou mais próxima, um tenta entender o outro (mesmo que nem sempre as interações era com o rei do inferno).




Uma das poucas coisas boas que já aconteceu com o infeliz


Já nosso demônio favorito tem um arco só dela que explora seu passado e sua relação com Lilith sua mãe. Ah! Também temos alguns episódios com participações especiais bem engraçadas!


A verdade é que a série continua com sua pegada despretensiosa e fácil de assistir, sem exigir muito da capacidade cognitiva de seus fãs e talvez por isso tenha um publico tão grande e fervoroso.


O pão que o diabo amassou foi difícil de engolir.


Infelizmente a série insiste nos erros do passado! Embora tenha sido fácil de relevar nas temporadas passadas, essa insistência em subestimar a inteligência do espectador ou de todos os crimes solucionados serem alguma lição de moral para os protagonistas deixou de agregar positivamente para o roteiro desde a temporada três e passou a ser previsível e sem graça.


Por falar em sem graça... Mesmo que Dan tenha se redimido um pouco e ganhado mais profundidade, o mesmo não podemos dizer de Chloe que continua songamonga, irritante, mimada e parecendo uma criançona que ganho uma arminha de água e se sente a foderosa do rolê. Passou três episódios chorando por causa do Lúcifer e quando ele volta e Miguel revela aquele segredo tosco ela faz birra e quer se afastar. Vou até falar em inglês porque parece mais dramático... Seriously??

É difícil aguentar essa garota!


O episódio citado acima sobre o passado de Maze só não é mais empolgante por causa do reaproveitamento de elenco. Claro que a narrativa fez sentido já que foi retratado como uma história que Lúcifer estava contando para Trixie (que só aparece nesse episódio) mas já vimos isso com seu irmão Miguel e ficou repetitivo.


Qualidade caiu da ponte


Não é que Lúcifer fosse um primor de obra cult, mas ele conseguia divertir bastante por ser leve e despretensioso, mas os problemas apresentado nessa primeira parte deixaram um sabor amargo na boca. E volto a bater na tecla que os crimes genéricos e repetitivos são apenas uma desculpa esfarrapada para resolver conflitos do episódio e os roteiristas sequer se esforçam para que isso contribua na história.


Os efeitos especiais são horríveis, a cena de um certo acidente de carro que acontece (e não tem consequência nenhuma) daria orgulho à Maite Perroni. Aliás, nenhum acontecimento tem consequência alguma, é frustrante.


Espero que a segunda parte contribua positivamente e pelo gancho deixado, parece que vai mesmo, mas no momento não dá para dar uma nota melhor que três estrelas (sendo muito generoso)


Essa matéria foi uma parceria com @LuigiEnricky (que foi a Regina George das Críticas) e @marianafrancomague atuando como advogada do diabo!

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