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  • Giulia K. Rossi

Análise | Lightyear - Aventura genérica com um toque de Pixar

Depois de muita especulação, e um lançamento no cinema cheio de polêmicas (desnecessárias), Lightyear finalmente chegou no Disney+. Baseado em um dos personagens mais amados da Pixar, o longa promete uma épica aventura vivida por ninguém menos do que o patrulheiro espacial, Buzz Lightyear. Contudo, nem tudo é o que parece ser.


Ao invés de embarcar em uma típica obra de origem, Lightyear conta a história por trás do tão famoso astronauta da saga Toy Story, e nos mostra a trama do filme que inspirou a criação do querido brinquedo. Em uma ficção à la Star Wars, acompanhamos o legendário Buzz Lightyear (Chris Evans) enquanto ele junta forças e aliados para completar a missão mais importante de sua vida.


Um pequeno passo para a Pixar, um grande passo para a representatividade


Embora o longa apresente os seus altos e baixos (já vamos falar sobre eles), a animação, sem dúvidas, vai entrar para a história da Pixar. Pela primeira vez, o estúdio apostou em uma personagem assumidamente lésbica em sua narrativa, com mais do que só uma "indireta" ou aperto de mão que quase passa despercebido. E estava mais do que na hora!


Negra e pertencente a comunidade LGBTQIA+, a comandante Hawthorne (Uzo Aduba) é muito mais do que a fiel parceira de Buzz em suas aventuras - ela é uma representatividade necessária e há tanto tempo pedida. Por sorte, ela não decepcionou e é, inclusive, um dos melhores aspectos do filme, proporcionando alguns dos momentos mais emocionantes da animação. É uma pena que as pessoas estejam mais interessadas em censurar um beijinho entre ela e sua esposa, do que celebrar o amor.

Entregou tudo e um pouco mais!

Aquele jeitinho Pixar


Ainda sobre os pontos positivos do filme, vale destacar a qualidade da animação. Bem do jeitinho Pixar, Lightyear é um grande espetáculo para os olhos, transportando sem dificuldades os telespectadores para este fantástico mundo espacial. Contudo, o que brilha além do seu visual, são os personagens carismáticos ali inseridos, que movem a narrativa até quando ela mesmo deixa a desejar.


Entre eles, temos a determinada Izzy (Keke Palmer), neta da comandante Hawthorne, Mo (Taika Waititi) e Darby (Dale Soules), divertidos voluntários da Patrulha, equipe de cadetes liderada por Izzy, e, é claro, Sox (Peter Sohn), o felino robótico mais fofo que você vai conhecer, e o obediente parceiro de Buzz. Afinal, o que melhor para conquistar o público do que um gatinho inteligente, certo?

Ah, e o temido Zurg não ficou de fora!

Ao Infinito e Além?


Entretanto, embora ousada e com boas intenções, a trama de Lightyear é enfraquecida pela sua própria proposta, que brinca com a nostalgia de Toy Story, mas está longe de pertencer ao seu mundo. Portanto, se você espera matar a saudade dos brinquedos de Andy e conhecer um novo lado de Buzz, prepare-se para torcer o nariz. Sem contar com uma ou outra referência, a produção da Pixar trata-se de um filme completamente independente, com quase nenhuma conexão com a sua obra de origem.


De modo geral, Lightyear não é um filme "grandioso" se comparado com alguns dos últimos lançamentos do estúdio, apresentando uma narrativa um tanto genérica. Porém, envolto por uma bela animação e importantes mensagens, o filme entrega uma trama leve, divertida e perfeita para assistir com toda a família.


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