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  • @jecksBeraldo

Análise | O Gambito da Rainha

O Gambito da Rainha é uma minissérie de drama disponível na plataforma Netflix que vem ganhando a atenção do público desde que estreou.


A série foi desenvolvida por Scott Frank e Allan Scott. Os dois também são produtores executivos ao lado de William Horberg, contamos também com Carlos Rafael Rivera que compôs a lindíssima trilha sonora. Foi lançada em 23 de outubro de 2020 e tem uma ótima pontuação no site Rotten Tomatoes.


Inspirada em um livro de mesmo nome escrito por Walter Tevis e lançado em 1983 a história nos apresenta a vida de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy) uma talentosa enxadrista que precisa superar seus traumas advindos de uma infância difícil para ganhar destaque e renome no mundo do xadrez.



Caminhamos pela infância de Beth que aos 9 anos vai viver em um orfanato religioso já no final de 1950. Muito calada e de poucas amizades a garota passa a aprender a jogar xadrez com o Zelador do prédio, notasse de cara que a habilidade natural de Beth em realizar as jogadas não é um talento comum e não muito bem vindo em mulheres.


A série de cara nos traz três importantes pilares da história, que serão desenvolvidos durante os sete episódios: a obsessão de Beth pelo jogo, seu vício em medicação (futuramente em álcool), seu crescimento e desenvolvimento como uma mulher vivendo fora dos padrões e costumes da sociedade da época.



O nome da série


O nome Gambito da Rainha (The Queen's Gambit) não tem absolutamente nenhuma relação com as canelas da realeza, caso queira ver rainhas e seus tornozelos eu recomendo que vocês assistam The Crown.


Trata-se de uma jogada de xadrez, que acontece no lance inicial. Um dos jogadores, conscientemente, arrisca um peão para, em seguida, conseguir vantagem em relação ao adversário. A palavra "gambito" sozinha significa "ação destinada a enganar alguém".


A série é baseada em fatos reais?


Não senhor! Nunca existiu uma jogadora de xadrez com esse nome, Beth é uma personagem fictícia.


O que é muito real na série, são os movimentos de jogo relatados nas cenas. Tevis, o escritor do Livro, supostamente baseou as cenas de xadrez em sua própria experiência como jogador da classe C e também contou com a ajuda do mestre nacional Bruce Pandolfini, que atuou como consultor de xadrez na nova série.



Vale apena assistir ?


Sim! O Gambito da Rainha é aquela série interessante que te prende ao sofá e ao edredom num fim de semana chuvoso.


Assim como Beth ganha seus fãs e inspira mulheres a seguirem seu caminho, Anya Taylor-Joy te envolve com muita presença e carisma, conforme a personagem cresce e se desenvolve dentro do roteiro, a atriz brilha cada vez mais, nos deixando fascinados e completamente entregues aos acontecimentos das cenas, até mesmo quem não entende nada de xadrez vibra junto as vitórias e sente as derrotas da protagonista.


A Narrativa tem uma grande força feminista e te ambienta no contexto social e político da época de uma forma muito interessante, nós como espectadores enxergamos de forma muito fácil os vazios e a falta de perspectivas na vida das personagens, até mesmo Beth que parece observar tudo de fora é constantemente encaixada em situações em que se sente desamparada pelo governo, pelas figuras de autoridade ao seu redor e muitas vezes pela família.


Temos aqui uma forte sensação de que a personagem é constantemente abandonada apesar de ser muito magnética. Como qualquer mulher em seu lugar, ela está sozinha em um ambiente em que domina e isso atraí olhares fascinados mas também muitas vezes aliena Beth do convívio social comum e então ela precisa ser finalmente lembrada que tem apoio, que tem pessoas torcendo por ela e amigos com quem contar.





Assista o Gambito da Rainha e venha contar pra nós do fendageek o que achou dessa história! Acompanhe também outras matérias no nossa site!


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