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  • @luigienricky

Análise | Queen Star Brasil - Um reality de Drags cantoras que ainda tem muito para aprender

Hoje em dia é inegável que qualquer coisa que Pabllo Vittar coloque a mãe se tornará, no mínimo, interessante. Agora imagina se ao seu lado estiver Luísa Sonza que é uma das maiores divas pops do nosso país! E se tiver Vanessa da Mata como jurada? O que mais a comunidade LGBTQIA+ poderia querer, não é mesmo? O novo reality show da HBOMax, reúne esse pessoal em uma competição que promete criar um trio de cantoras composto apenas por Drag Queens. Bora saber o que achamos?


A competição


A ideia do programa é lançar o primeiro trio de Drag Queens cantoras do Brasil. Se é o primeiro mesmo ou não, só a deusa sabe, mas para um programa desse nível com agenciamento de carreira e tudo mais, é!


Ao longo das semanas, 20 Drags competiram pela coroa e as dinâmicas se mostraram sempre interessantes e divertidas além de serem sempre bem bagaceiras como o público bem gosta. Depois da primeira rodada que tratou de eliminar logo 10 participantes, o game começa a seguir por rumos que inevitavelmente me fazia pensar: "Estão fazendo isso só para favorecer a famosinha".


Toda semana, Luísa e Pabllo escolhiam as três melhores competidoras que deveriam formar um trio para a próxima apresentação. As três escolhidas elegem a pior da semana e as demais escolhiam a segunda pior para que os jurados (já falarei deles) finalmente eliminassem uma das duas com uma boa piada sobre virar gliter. Por fim, a Drag que venceu a disputa da eliminação ganhava um super poder, uma vantagem ou escolhia alguma condição especial para as demais na competição do próximo programa.


O grande problema é que hora os poderes eram muito bobos e hora eles favoreciam demais alguma participante, principalmente quando a dita cuja era uma das favoritas/mais famosa da competição.


Não to dizendo que era de propósito, mas que panos foram passados foram, não há como negar.

Tem rivalidade, tem cacura, tem performance e tem confusão, adoro

Desenrolando


Embora eu tenha ressalvas quanto a quem levou o prêmio, embora merecessem, duas delas dão a impressão que nasceram para a carreira solo e tenho certeza que quando o contrato acabar, o grupo será desfeito e nós perderemos a chance de ter um trio de Drag realmente entrosado, o que é triste. #JusticeforArquiza


Os primeiros episódios são caóticos e parece que foram feitos no improviso por não saberem exatamente onde queriam chegar, até as apresentações foram bem fracas e (revendo agora) desde o inicio você já consegue prever ao menos 2/3 da formação vencedora.


Jurados e Convidados

Os principais jurados do programa são Vanessa da Mata (diva absoluta), o produtor musical Diego Timbó e o Ex-BBB e eternamente sem graça Tiago Abravanel. Talvez por causa da trajetória extremamente equivocada do herdeiro do SBT no reality da globo, todo mundo que conheço e que assistiu ao Queen Stars Brasil já torceu o nariz pela participação do moço que, surpreendendo um total de Zero pessoas, continua tão sem graça, forçado e irritante como quando esteve no BBB.


Felizmente os demais jurados e as participações especiais compensam muito a falta de carisma (ou excesso dela) de Tiago e fazem o programa andar. Você poderá contar com Duda Beat, Liniker, Hugo Gloss, Preta Gil entre tantas outras pessoas legais. Além disso tudo, a equipe que auxilia as Drags é super alto astral, divertida e suuuuper profissionais.


Ainda que a formação final eleita pelos jurados seja poderosa e realmente cumpra a proposta feita pelo programa, é difícil não pensar que não vai durar nada e que o trio formado no programa anterior teria sido uma escolha muito melhor para levar o prêmio final. Seja como for, o programa consegue divertir, emocionar, irritar, fazer rir e tem um potencial gigante para ter mais temporadas no futuro, afinal, tudo que tem Luísa Sonza e Pabllo Vittar deve ser SEMPRE aclamado. Só não chamem o tal do Abrava para voltar na season 2, eu imploro!


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