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  • @_KaioMoura

Análise | Reality Z

Atualizado: 27 de out. de 2020

Reality Z, a mais nova aposta brasileira da Netflix, mostra um apocalipse zumbi na cidade do Rio de Janeiro, onde o único lugar seguro na cidade é dentro do Olimpo, a casa onde acontece um famoso reality show.



Mas quem é Reality Z na fila do pão?


Dirigida por Cláudio Torres (A Mulher Invisível, O Homem do Futuro), a série é uma adaptação de Dead Set, minissérie britânica de Charlie Brooker (Black Mirror). A série começa com Diva (Sabrina Sato) apresentando o reality em uma grande noite de eliminação. O que ninguém percebe, é que alguns zumbis começam a invadir os estúdios onde estão ocorrendo o programa e aos poucos vão atacando a plateia, o que resulta em uma multidão de mortos-vivos sedenta por carne fresca.


Enquanto isso nos bastidores somos apresentados à Nina (Anna Hartmann) a nossa primeira protagonista, que em meio aos seus dilemas amorosos e profissionais percebe que algo muito errado está acontecendo. Ao perceber o caos lá fora ela conclui que o lugar mais seguro agora é dentro da casa. Ao verem Nina entrar atordoada e cheia de sangue, os participantes acham que tudo não passa de mais uma prova do reality, até que deixam um zumbi invadir a casa e são salvos por Nina (double kill).


Enquanto isso, conhecemos o escroto e boca suja Brandão (Guilherme Weber) mais conhecido como Zeus, o responsável por controlar todo o programa. Além dele, somos apresentados a Ana (Carla Ribas), responsável pela elaboração do projeto de todo o reality e seu filho Leo (Ravel Andrade) que serão mais relevantes no segundo ato da série.


Com uma tentativa falha de embutir um humor trash em meio a trama de horror e com alguns diálogos bem rasos e cheios de clichês, Reality Z é um pouco difícil de assistir se você pertence a audiência mais crítica. Eles falham também na representatividade, onde os personagens que podem trazer mais diversidade ao elenco normalmente têm uma morte rápida.



Mas ainda vale apenas assistir?


Bom, se você é um telespectador resiliente e que gosta de dar aquele apoio a produções nacionais (Ancine agradece), você consegue extrair algumas coisas bacanas da série. Por exemplo, os efeitos visuais são até que legais e as cores lembram muito games do gênero. Além disso, ver todos os estereótipos clichês que rodeiam os mundos dos reality show, sendo devorados por zumbis e depois se tornando mortos-vivos, muito bem caracterizados diga-se de passagem, é de certa forma divertido.


Mas o melhor da série, de longe é a atuação da atriz Luellem de Castro, que interpreta Tereza, uma menina negra da periferia do Rio que se torna a heroína do segundo ato da série. A personagem traz ao show várias discussões relevantes como a violência policial, preconceito, estupro e desigualdade social. Além de ser a personagem mais sensata em momentos em que todos estão desesperados e ultrapassando os limites da sanidade.



Depois de 10 episódios e muito sangue, Reality Z finaliza a temporada com um final trágico para todos os personagens e um gancho para uma possível segunda temporada, ainda não confirmada. Algumas questões bem importantes, como a origem dos zumbis, também não foi revelada. Talvez seja algo a ser descoberto numa próxima temporada, que se acontecer, tudo indica que será em um estilo antológico (American Horror Story/Skins), onde novos personagens serão responsáveis por seguir com a trama.


E aí, vai ou não dar uma chance pra essa mistura de The Walking Dead com BBB à brasileira? Comenta aqui embaixo o que você achou da série e o que poderiam ter feito para deixá-la digna das grande produções mundiais.





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