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  • Carolina Mezalira

Análise | Stranger Things: 4 temporada, 1 parte – Uma temporada mais sinistra e madura!

O Mundo invertido está mais vivo do que nunca! o quarto ano de Stranger Things finalmente chegou depois de longos três anos de espera e posso afirmar que esse tempo valeu apena. Nossas crianças já estão adolescentes o que levou ao fato de vermos episódios mais maduros, comparados aos anteriores, uma série que não tem medo do perigo e nem matar personagens de forma sinistra, entre sangue e feridos finalmente os telespectadores começaram a obter respostas que tanto desejavam e encontramos aqui uma excelente temporada.


Divisão de Núcleos....



Como vimos na terceira temporada, após a suposta morte de Hopper (David Harbour), Eleven (Millie Bobby Brown) vai morar com Will (Noah Schnapp) e sua família na Califórnia, porém chegando na nova cidade a garota se sente não pertencente ao local sofrendo bullying por seus colegas de escola por acharem ela estranha. Convenhamos que a adolescência é a pior fase, ainda mais quando você é obrigada a se mudar para um lugar onde tudo é novo, essas mudanças são refletidas diretamente no modo de agir e se vestir de Eleven e Will, já que eles se sentem sozinhos e com saudades de seus amigos.


Enquanto isso o restante do grupo incluindo Mike, Max, Dustin e Lucas permanecem em Hawkings e tentam seguir a vida normalmente depois dos acontecimentos traumáticos sofridos no ano anterior, o que resulta em diferentes núcleos com suas próprias narrativas e mistérios, ao mesmo tempo que essa divisão agrada o público fica claro que os irmãos Duffer ou até mesmo os roteiristas não conseguem conciliar tão bem várias tramas paralelas deixando alguns de lado na maioria dos episódios, contudo essa falha não interfere na série.


Como já era de se esperar o núcleo que mais merece destaque é o de Hawkings. Não apenas as crianças estão muito bem, com destaque merecidíssimo para Max (Sadie Sink) que tem um arco muito interessante, garantindo cenas ultra emocionantes. Também não podemos deixar de mencionar os mais velhos como Steve, Nancy e Robin que se encarregaram de trazer carisma para a temporada e momentos verdadeiramente divertidos.


Nem tudo são flores....

O núcleo dos adultos é de longe o menos interessante, visto que, todo o mistério que envolve o sumiço de Hopper não apenas atrapalha todo o desenvolvimento narrativo da temporada como também é totalmente digno de tédio, além disso, literalmente jogaram Joyce a procura de seu amado, porém a personagem apenas anda em círculos e não chega a lugar nenhum, nem a atriz Winona Ryder com todo seu carisma consegue salvar essa parte da história.


Enrolação em Stranger Things?

Vocês estão acostumados a ver seriados com no máximo 40 minutos de duração, certo? Pois em Stranger Things todos os sete episódios têm mais de 1 hora, podemos compará-lo então com vários minis filmes. Porém a escolha foi sensata, já que se tivesse os habituais 40 minutos teríamos uma temporada rasa, onde explicariam os vários núcleos de forma resumida e isso não agradaria tanto os telespectadores.


De primeira o fator tempo pode parecer cansativo e tedioso, mas os roteiristas conseguiram estruturar a jornada pelo mundo invertido tão bem que vocês vão ficar vidrados na tela durante todos os episódios.


Muito temas são abordados de formas simples e complementares no roteiro como: uso de drogas, preconceito, desafios da adolescência, e cuidados com a saúde mental. São assuntos sérios e importantes para qualquer pessoa independente da faixa etária. Por fim, a quarta temporada de Stranger Things veio para mostrar que a Netflix está investido pesado na produção tanto na forma estética ou na historia em si. Temos uma temporada incrível sem defeitos e esta caminhando para um desfecho surpreendente.


A segunda parte da quarta temporada de Stranger Things chega no streaming em 1 de julho






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