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  • @_KaioMoura

Análise | The Boys - Temporada 2

Atualizado: 27 de out. de 2020

Como já era de se esperar, nessa segunda temporada The boys não deixou nada a desejar aos fãs. Desde novos personagens incríveis, roteiro muito bem trabalhado e muita ação pra a gente não diminuir o nível de adrenalina em nenhum episódio.


Depois daquele mega plot twist (reviravolta) do fim da primeira temporada, com uma revelação que deixa as vidas de Billy Butcher e Homelander (Capitão Pátria) ainda mais entrelaçadas. Nos primeiros episódios podemos ver os nossos "Boys" se reorganizando para continuar a guerra contra a supremacia dos supers e da Vought.


Muito além de uma simples sátira às famosas histórias de super heróis, a série reafirma nessa segunda temporada as consequências de uma sociedade onde poucas pessoas mal intencionadas possuem o poder (figurativamente e literalmente) sobre a vida de todo um país.



Stormfront, a patroa da temporada.


Olha, se eu fosse resumir a Stormfront (Tempesta) em uma única frase seria algo como: Fale bem ou fale mal, mas fale!


A nova heroína da série e mais nova integrante dos 'Sete' chegou metendo o pé na porta e mostrando a que veio. A personagem chegou no momento em que o grupo de super "heróis" não podia estar mais desestabilizado, principalmente agora que o seu líder Homelander está completamente instável com a descoberta da traição da Vought que estava escondendo o seu filho.


A Storm chega mostrando que não está nem aí para o que os outros supers e a própria Vought esperam dela. Mostrando um posicionamento de empoderamento e muita atitude, ganha a simpatia do público nas suas primeiras aparições, mas será que a gente muda de opinião no decorrer da série?


Uma dos personagens que irá bater de frente com a nova queridinha dos fãs, é o próprio Homelander. Com aquele super ego do homem hétero cis branco, ele fica super incomodado com o crescimento da popularidade da Storm que acaba ofuscando o seu protagonismo. Mas ao ser confrontada, ela manda um maravilhoso 'Fale baixo' pra ele e mostra como controlar um boy lixo.


Além da nova integrante dos Sete, The Boys nessa temporada nos dá outros personagens novos que fazem toda a batalha entre 'pessoas normais' e supers ainda mais interessante. A esposa do Billy Butcher mexendo com o seu coração, a jovem congressista Victoria Neuman que faz campanha contra a Vought e o Composto V, os novos "super terroristas" e muitos outros entregam uma dinâmica à série ampliando ainda mais os seus núcleos de enredos.



Sague, mas é muito sangue MESMO!


Uma das grandes características da série são as cenas extremamente violentas, com cabeças explodindo, pessoas sendo dilaceradas gratuitamente e muito sangue. Nessa segunda temporada não poderia ser diferente, a Amazon não economizou no sangue falso e entregou cenas fortíssimas de mortes que fariam qualquer um desviar a visão da tela por um segundo. (Porque choras, Jogos Mortais?)


Mas pra chegar no sangue, cadáveres dilacerados e entranhas de animais gigantes (quem assistiu entendeu), muitas vezes temos cenas de ação repletas de adrenalina e lutas muito bem coreografadas. No último episódio mesmo temos uma cena de luta incrível que mostra todo o girl power das personagens da série.



Desenvolvimento de personagens, também vemos por aqui.


Muito além de violência gratuita, o sucesso de audiência do Prime Video, não economizou no desenvolvimento de alguns personagens deixando as suas histórias pessoais ainda mais interessantes.


Desde que foi expulso dos Sete pela denúncia de abuso sexual, Deep (Profundo) faz de tudo para retornar ao grupo. Nessa temporada acompanhamos toda a trajetória dele desde o fundo do poço até a sua redenção com a ajuda do Arqueiro Águia e da Igreja do Coletivo.


A Maeve mais do que nunca se vê entre a cruz e a espada quando o seu relacionamento amoroso é colocado em cheque nessa temporada. Agora mais do que nunca ficamos na torcida para que ela se volte conta os vilões e ajude a Starligth (Luz Estrela) na sua missão de derrubar a Vought.


Descobrimos mais sobre o lado 'humano' do Billy Butcher e conheceemos mais sobre a história da sua família, mas na minha opinião, uma das melhores histórias de background foi a do Franchee (Francês). Ser um cara bem humorado e empático mesmo com o seu passado traumático e a sua tentativa de se aproximar da Kimiko faz você gostar ainda mais do personagem. Além de deixar claro a sua bissexualidade e trazendo ainda mais representatividade pra série.



Mas essa hype é merecida ou é só 'modinha'?


Toda a originalidade que a série apresenta, os personagens complexos, um roteiro perfeito e atuações impecáveis, The Boys merece todo o sucesso que está fazendo. Além de tudo isso, se você conhece e gosta do trabalho do diretor Eric Kripk, vai ser extremamente nostálgico rever alguns atores que trabalharam com ele em outras séries se juntando à produção.


Se você gosta de ação, toma! Se você gosta de militância, toma mais! (Entenda mais sobre a militância da série nesse texto) E se você gosta de séries com roteiro complexo, bem trabalhado e com plot twists que farão cabeças explodirem (muitas vezes literalmente), a série também tem de sobra.


Então, se você não viu ainda, aproveita o final de semana prolongado e corre pra maratonar a série. O sucesso é tão grande, que antes mesmo da estreia da sua segunda temporada, a série já foi renovada para um terceiro ano e já anunciou uma série spin off. Ou seja, teremos um universo expandido e muito mais The Boys pra a gente se deleitar. (Para a noooossa alegria).


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