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  • @luigienricky

Análise | The Crown Temporada 04 - Mulheres Poderosas são o foco da História

Atualizado: 25 de nov. de 2020

Quando The Crown estreou na Netflix muita gente torceu o nariz pois parecia um tema fútil, superficial e, talvez, um conto de fadas gourmet pra gente metida a besta. Mas é fato que a série mais cara do mundo vai além disso pois retrata momentos importantes da história do mundo em que vivemos. Claro que existe drama excessivo e romantização de acontecimentos pois estamos falando de uma obra cuja ideia principal é entreter, mas isso não tira o mérito e todo brilho que The Crown conquistou ao longo de suas quatro temporadas!

Família Chernobyll causou nessa temporada


Se preparando para o fim!


A série contará ao todo com seis temporadas, duas para cada período histórico, o que significa que o elenco será trocado também. Na terceira temporada tivemos nossa primeira troca, quando deixamos para trás a jovem Elizabeth vivida maravilhosamente bem pela talentosíssima Claire Foy (que faz uma pontinha nessa temporada) e somos apresentados a uma Lilibeth mais madura (e amargurada) interpretada pela monstra da Olivia Colman (Fleabag).


A primeira troca causou um pouco de estranheza para quem estava acostumado com o primeiro elenco, mas em contrapartida, o ritmo da série deu uma acelerada se comparado ao marasmo das duas primeiras temporadas, mas você se acostuma. A quarta temporada, porém, é a última em que teremos Olivia vivendo a Monarca mais ̶r̶e̶p̶t̶i̶l̶i̶a̶n̶a̶ velha no cargo de monarca que será substituída para a ultima parte da história que terá mais duas temporadas (Yeeey)


Mulheres Poderosas e verdadeiras

Muitos acontecimentos são marcantes na quarta temporada e todos envolvem essas três mulheres


Mesmo que a série tenha todos os pontos positivos citados até aqui, é inegável que a grande maioria das pessoas que começou a acompanhar essa história estavam sedentas pelo momento em que a Princesa Diana fosse dar o ar da graça (e que graça!).

Além da semelhança incrível com a verdadeira Princesa, Emma Corrin é de uma verdade e entrega profunda ao papel que com certeza lhe renderá indicações a premiações futuras. O mesmo podemos dizer da veterana Gillian Anderson (American Gods, Sex Education) que dá vida a t̶i̶r̶a̶n̶a̶ Primeira Ministra Casca Grossa, Margaret Thatcher.


Ambas foram o ponto alto da temporada nos mostrando momentos de vulnerabilidade e força de suas personagens sendo fácil simpatizar com as duas. Em relação a Diana (perdoe-me a ignorância) mas fiquei surpreso com todos os seus problemas psicológicos, de saúde (perfeitamente sinalizado pela Netflix antes de exibir suas cenas de bulimia) e com a forma que ela foi moldada para ser a esposa perfeita para o Príncipe Charles (já falaremos desse boy lixo).

Fada sem defeitos e amada com razão por onde passava. Mesmo sofrendo constantes ataques do marido lixo, mantinha a sua serenidade e amor pelo povo e pelos filhos.


Em relação a Ex Primeira Ministra, a surpresa foi igual pois o roteiro nos apresenta uma mulher forte, determinada, que enfrenta a rainha e o patriarcado da politica dos anos 80 e que não tem medo de dizer a verdade mesmo que possa machucar as pessoas que mais ama.


Conseguimos entender toda a motivação por trás da pessoa que ela era e torcemos pelo sucesso da sua personagem (pelo menos para quem não sabe a ̶b̶r̶u̶x̶a̶ ̶d̶o̶ ̶7̶1̶ pessoa que ela era). Depois que você se afeiçoa à personagem, aí começamos a ver o lado extremamente conservador da Primeira Ministra que procura nas guerras a solução para todos os problemas do Reino Unido (dúvidas que ela seria eleita aqui no Brasil? Porque eu não tenho) =/

"É pior do que cobra cascavel, seu veneno é cruel, cruel, el, el"


Ascenção de Uns, Queda de Outros


Até agora, em The Crown, o foco era a Família Real e seus membros originais. Assim pudemos conhecer mais sobre a pessoa da Rainha, do Duque de Edimburgo e seus filhos Charles, Andrew, Anne e Edward. Nas temporadas anteriores passamos muita raiva com a forma que o Duque tratava o filho mais velho, Charles, por ser um homem sensível. Isso se reflete agora na vida adulta onde ele se mostra incapaz de criar laços e se torna um mulherengo de primeira linha por não poder se casar com a p̶i̶r̶i̶g̶u̶e̶t̶e̶ mulher que ama, Camila.


Charles tem uma mudança completa de personalidade e começa a mostrar o Príncipe que todos conhecemos e torcemos para que nunca assuma a coroa. Depois que conhece Diana, as cenas envolvendo o casal se tornam difíceis de assistir tamanha crueldade e frieza do filho da rainha. Sem mencionar as traições que ambos faziam e que envolviam o palácio todo para poderem encontrar seus amantes, chacota!


A princesa Anne e a Rainha também mostram um lado que até então não havia sido revelado na série, principalmente nas suas reuniões de família onde parece que chamam seus convidados para o palácio de verão apenas para humilha-los e mostrar o quanto são ricos. Foi assim com Margareth e Diana, onde a Princesa se saiu muito bem!


Já o Duque, acabou de ser perdoado por todas as mancadas que deu simplesmente por demonstrar suporte e respeito por tudo que Diana passou nas mãos da Família Real e o do seu filho Chernoboy.


A temporada termina de forma satisfatória para a narrativa até aqui e finalmente chegaremos aos anos 90 na próxima temporada que já contará com um novo elenco.


E você já viu The Crown? Está curtindo? Também queria guardar Lady Di num Potinho? Conta pra gente!


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