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  • Laura Amaral

Análise | The Last Of Us Parte II

Atualizado: 26 de out. de 2020

Pode conter esporos e SPOILERS.


Para a alegria dos fãs de jogos de exploração, terror e aventura essa belezura do mundo gamer foi lançada mês passado (19 de junho) depois de um longo inverno de 7 anos desde o lançamento do primeiro, recebendo já inclusive o prêmio de The Game Awards para Jogo Mais Aguardado.


O game segue um estilo que mistura survival horror com stealth e foi desenvolvido pela Naughty Dog (Crash, Uncharted) com o projeto assinado pelos designers Emilia Schatz, Ricky Cambier que, apesar de não serem os responsáveis pelo primeiro The Last of Us (2013), seguiram com maestria o ritmo e estilo ofertado pelos projetistas iniciais Neil Druckmann, Jacob Minkoff. E já adianto se alguém ainda não pescou a minha falta de imparcialidade: É uma obra prima para quem joga e inclusive para quem assiste!


Vamos relembrar!


Rebobinando um pouco lá para 2013 no primeiro TLOU, fomos apresentados inicialmente à Sarah que, estranhando uma movimentação diferente na rua, busca pelo seu pai (nosso grande protagonista) Joel. Logo o pai aparece apreensivo, se juntam ao seu irmão Tommy e saem em fuga pela rua. A humanidade era domada por uma estranha doença e o mundo estava em caos, esse que, infelizmente, causou a morte de Sarah.


E o que era essa doença? Pessoas passaram a ser expostas a um fungo chamado Cordyceps que infectam os humanos seja pela mordida ou na inalação de seus esporos. Uma curiosidade é que esse fungo existe no nosso mundo real, mas que na nossa sorte infectam apenas os insetos. Voltando para a ficção, Aqueles atingidos passam por várias fases da doença, iniciando pelos “corredores” que apresentam sintomas parecidos com raiva (todos os sentidos mantidos, porém em comportamentos extremos de agressividade), passando pelos “estaladores” em que o fungo já atingiu a cabeça do hospedeiro ficando igual (se me permite dizer) um shimeji from hell! Esses já sem a visão, se localizam através do sonar de seus estalos e da movimentação e barulhos ao seu redor. Por fim, chegam ao estágio de Trôpego que é uma criatura totalmente dominada pelo fungo emanando esporos corrosivos.

Após um salto temporal, vemos 20 anos depois aqueles que sobreviveram fechados e adaptados em comunidades uma vez que o mundo pertencia agora aos “infectados”. Joel está vivo e assume um trabalho de contrabandista, enfrentando cidades abandonadas, tomadas pela natureza e os perigos iminentes seja por infectados ou mesmo outros humanos.


Em algum momento virando a esquina, ele se vê na função levar a menina Ellie para um grupo chamado “vagalumes”, garantindo sua segurança nesse percurso. Ela havia sido mordida e não desenvolveu nenhuma doença... Era, então, “a cura”. Com muito custo e implicância, ambos acabam desenvolvendo um relacionamento de pai e filha e isso se estende ao resultado final da primeira unidade do jogo.


Muita jogatina depois, Ellie é finalmente entregue aos vagalumes e ao ser preparada para receber experimentos em seu corpo, Joel é avisado por eles que Ellie precisaria morrer para a cura ser desenvolvida. Tomado por um desesperador amor paterno irracional Joel mata a todos na sala e “salva” Ellie.


Fim do primeiro game.

Resumo (possivelmente com spoilers) e trailer!


Começamos alí, com muita expectativa e ansiedade, The Last of Us parte II!

Encontramos uma Ellie um pouco mais velha e participante ativa da comunidade de Jackson County, seja em suas atividades como membro quanto nas relações sociais e amorosas (representação Lésbica ativada! Orgulho!).

Ao mesmo tempo, também descobrimos que sua relação com Joel está abalada e depois entendemos que isso acontece porque Allie preferiria sentir que a sua vida teria algum significado e se morrer naquela mesa proporcionaria o desenvolvimento da cura tão buscada a quase ¼ de século, seria essa a sua escolha.


Enquanto isso, do outro lado, aqueles que um dia foram os vagalumes são agora um novo grupo: Os lobos. Esses têm uma de suas integrantes dominada pelo sentimento de vingança para com Joel. Somos, então, apresentados a Abby, nossa “antagonista” do jogo e filha de um dos cientistas mortos no resgate de Ellie. Abby traçou como objetivo de sua vida vingar a morte do seu pai, se preparando física e estrategicamente para essa caça.

Vemos Abbie e seu grupo investigando e seguindo pistas de onde Joel poderia estar e, dessa forma, acabam chegando nas imediações de Jackson County, comunidade de Joel. Alí, por um acaso, Abby em uma situação de dificuldade é ajudada por Joel, porém ao descobrir quem era, Abby o espanca até a morte. Situação que foi suficiente para alimentar agora a vingança de Allie e seu “tio” Tommy que saem uma jornada atrás da assassina de Joel.


Jogabilidade!


Me arrisco a dizer que os fãs receberam algo que superou E MAIS as expectativas! Com um gráfico absurdamente lindo, uma preocupação com os mínimos detalhes, onde um galho de árvore acompanha seu movimento ao você esbarrar nele, vemos demais coisas desde simples assim (porém geniais) como outras em maiores perspectivas para um bom apreciados desse formato de jogo.


Você consegue jogar mais de uma vez e ainda assim encontrar uma portinha da qual você não tinha percebido ou entrado antes e lá você pode ser presenteado não só por informações e recursos adicionais para o desenvolvimento do jogo (aumentadas ou diminuídas conforme a dificuldade escolhida), como também por cenas incrivelmente sensíveis... Seja por Ellie encontrando um violão e tocando uma belíssima versão de “Take on me” ou mesmo uma cena do próprio decorrer da história que vemos um flash back de Joel a levando em seu aniversário para conhecer um antigo museu sobre expedições espaciais e proporcionando uma super experiência surpresa para ela.

Os criadores do jogo também não são bonzinhos com o jogador não... Eles nos colocam obstáculos dificílimos a serem enfrentados, como lutar com o “rei dos ratos”, um tipo de infectado nunca antes visto: vários seres que se fundiram formando um super mostro gigante, esse que por sua vez nos remete ao Resident Evil e suas criaturas totalmente transformadas pela intensa e prolongada exposição ao vírus. Junto a isso, também mexem com nosso psicológico ao nos fazerem jogar tanto através do controle da protagonista Ellie, quanto depois no lugar de sua antagonista Abby. E não só isso, ELES NOS FAZEM LUTAR COM ELLIE PELAS MÃOS DE ABBY. Foi difícil, minha gente... Foi bem difícil.

Falando em uma pegada mais técnica, houve uma evolução do game em alguns aspectos perante ao primeiro. Dentre eles, temos a possibilidade de se esquivar dos golpes (o que ajuda e muito) além da verticalização dos cenários, fazendo com que possamos não só explorar ainda mais os belíssimos ambientes criados pela Naughty Dog, mas também, desenvolver novas táticas de furtividade para escapar ou eliminar seus inimigos.


O jogo se passa em terceira pessoa, mudando para visão acima do ombro quando se está mirando. É interessante notar que mesmo não sendo um jogo em primeira pessoa, como foi o caso de Resident Evil 7, que aumenta a sensação de tensão e imersão no game, The Last of Us Parte II faz com que seus ambientes contem uma história densa e cheia de camadas, jogando o player pra dentro daquela atmosfera escura e hostil, te deixando sempre alerta pra não ser notado seja por infectados ou por humanos.


Um ponto que merece destaque são as armas, as quais estão super realistas, seja no design ou na parte sonora. A junção desses fatores, somada à movimentação e interação com os outros personagens, te faz sentir o peso e a variação de cada tiro, seja com a famosa “pistolinha” ou com a aclamada “12”.


Tendo esse pontos em mente, podemos dizer que TLOUII beira a perfeição em seu gameplay, fornecendo sempre uma experiência nova, mesmo que você esteja zerando pela segunda ou terceira vez (que é o caso por aqui).

Final e repercussão!


Nem todos os cogumelos são comestíveis, infelizmente. O final escolhido para a história dividiu opiniões.


Depois de muito conflito, a vida segue tanto para Ellie quanto para Abby. Porém, nós não vemos a história acabando alí nas cenas de Ellie feliz, morando com sua namorada Dina e mães do neném mais fofo do mundo, o JJ. Ellie tenta levar uma vida pacata, em uma casa deliciosa com uma super vista e pastorando suas ovelhinhas... mas a todo momento é perturbada pelo sentimento angustiante de não ter vingado a morte de seu “pai” Joel. Só bastou um encontro incômodo com seu “tio” Tommy para fazer com que esse resíduo de sentimento exploda e ela decida por ir de novo atrás de Abby. Mesmo que isso custasse o término de sua relação com Dina e o afastamento de JJ.


Poréééém, ela vai lá, procura Abby, a encontra a beira da morte pendurada em uma estaca em Santa Bárbara (devido a um desenrolar de sua história em particular), duela com ela, tem seus 2 dedos da mão arrancados fora mas, ao final... a deixa ir.


Ellie volta para casa e encontra tudo vazio.

Pois é. Enquanto isso gerou uma grande frustação em uma parte, com a sensação de nadar nadar nadar e (nesse caso específico) não matar na praia, outros se satisfizeram pelo fato dos criadores se manterem consistentes em surpreender e desafiar os jogadores em não oferecer aquilo que é previsível.


Nesse caso... realmente não acredito que vá haver qualquer tipo de consenso. E acho que essa é intenção.


Plataformas, preço e onde comprar!


O jogo é exclusivo do Playstation 4 e, futuramente, esperamos que tenha uma versão adaptada para o esperado Playstation 5 (que provavelmente será feito de ouro, né... única explicação para o preço!). Mas essa informação específica ainda não temos ao certo.


O valor do jogo também não é nenhum colírio aos olhos das pessoas leigas, mas para a galera gamer é esse o preço normal mesmo. Se procurarmos no Google, o valor do game mantém-se na média de 250 reais. Você podendo comprar tanto em mídia física em sites oficiais, quanto em mídia digital na PSN.

E você? O que achou? Ficou de qual lado da repercussão final? Já fez a tatuagem igual a da Ellie? Conta aí para gente nos comentários e cuidado com os estaladores!

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