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  • marianafrancomague

Análise | The One - A base do amor é diálogo e confiança

O que é o amor? Um sentimento ou uma grandeza possível de ser medida e quantificada? São essas perguntas que a nova produção da Netflix, The One, promete responder, vem saber o que achamos da série.


Premissa


The One é uma plataforma que através de amostras de DNA promete achar seu verdadeiro amor, geneticamente compatível com você (não é o novo slogan do Tinder, acredite), você envia uma amostra e depois de alguns tempo você recebe sua combinação via mensagem. A mente por trás desse império é Rebecca Webb (Hannah Ware). O que poderia dar errado, não é mesmo?


De volta para o passado...


A serie começa com um corpo sendo achado no rio Tamisa, e mais tarde no primeiro episódio, descobrimos ser de um velho amigo de Rebecca, Ben Nasser (Amir El Masry), então passamos a acompanhar a vida dos dois a um ano e meio atrás!

Os flashbacks são uma das melhores partes de The One.

Tenta ser misterioso .... Mas só tenta mesmo!


Fica de boa que não tem spoiler, no entanto a própria serie dá spoiler do final logo nos primeiros episódios, que aliás são os mais desinteressantes, a partir do quinto episodio é que as coisas aceleraram um pouco, infelizmente não da pra engatar na metade da temporada... Bola fora!


Na trama acompanhamos outras duas histórias que tem a plataforma do The One como conexão, temos a detetive Kate (Zoe Tapper), que fez o teste e foi combinada com uma pessoa de passado muito misterioso.


Conhecemos também um casal, Hannah (Lois Chimimba) e Mark (Eric Abrefa), os dois não foram geneticamente combinados, então Hannah em um ato de ciúmes (e um tanto de loucura) faz o teste de Mark e descobre a pessoa que é a combinação dele, isso tudo sem contar ao marido, já deu pra imaginar a treta.

Mirou em Black Mirror, Acertou em Osmosis

Personagens legais , porém sem desenvolvimento


Como da pra notar, temos uma premissa incrível, que chega a lembrar Black Mirror, mas sem a mesma intensidade, temos personagens muito interessantes, como a Kate e Mark, mas o roteiro não ajuda, nos primeiros capítulos, fatos soltos são jogados, porem sem nenhuma amarração, não conseguem ser misteriosos, ou seja, o verdadeiro mistério, que precisava ser escondido não é, mas fatos menores, sem tanta relevância, são revelados nos últimos episódios. Poxa Netflix!


Na reta final da temporada, quando as coisas começam a caminhar, temos uma excessiva quantidade de cenas de sexo que não acrescentam em nada a história, enquanto queríamos ver outros aspectos das vidas dos personagens, sem falar que muitos acontecimentos ocorrem nos últimos minutos do último episódio, coisas que poderiam ter sido mais trabalhadas.


A própria Rebecca é uma protagonista repleta de camadas, o tipo de pessoa que você jura que vai se redimir em algum momento, apesar de pregar sobre o amor verdadeiro, suas ações são motivadas por ganancia e poder, The One passa uma mensagem bem relevante para o atual momento do mundo, a de que uma relação de amor, não se baseia em códigos genéticos, mas sim em dialogo e confiança.







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