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  • @luigienricky

Análise | The Politician - 2 ª Temporada

Atualizado: 26 de out. de 2020

A primeira série assinada por Ryan Murphy para a Netflix chega com a sua segunda temporada dando ares mais maduros para os personagens e a história. Agora que a ambientação deixou de ser a escola, tudo passou a ser mais interessante!


Se você tinha curiosidade em saber como eram as eleições nos EUA, aqui você verá o passo a passo e de como é diferente no Brasil. Os dois extremos políticos são apresentados de forma convincente para que possamos entender sobre as pautas defendidas de cada espectro politico apresentado e os ônus de cada um. As discussões sobre ética e moral também são interessantes por serem tão inteligentes.

Os melhores rivais políticos de todos os tempos


Os temas tratados na segunda temporada são atuais e não ignoram o que acontece no mundo real, diferente da primeira temporada onde eles só tinham que se preocupar com as eleições escolares e os problemas de escolas americanas que não tem nada vê com a gente. Agora Payton quer ser senador e é mais fácil se conectar com o personagem e a história.


Ryan Murphy trata com bastante humor as pautas políticas mais importantes da atualidade como: Aquecimento global, reciclagem, etc. Outros temas igualmente políticos e voltados a liberdade de cada individuo também são lembrados na trama como, por exemplo: Apropriação cultural, cultura do cancelamento, relações aberta, girl power, etc. Mesmo que superficialmente na maioria dos casos e com um exagero absurdo que a gente só aceita por ser o Ryan.

Agora que já aprendemos sobre como o mundo politico estado-unidense funciona, acompanhar a temporada é muito mais agradável e a responsabilidade disso tudo só pode ser atribuída a duas personagens: Dede Standish (Judith Light - Ugly Beth) e Hadassah (Bette Midler - Abracadabra), essa última principalmente. As duas foram apresentadas no final da primeira temporada dando um contexto do que veríamos na temporada seguinte.

Elas são maravilhosas e eu ficava ansioso para que elas aparecessem logo!


Protagonista chato, coadjuvantes difíceis

A equipe de Payton é chata de acompanhar, salvo Skye e Andrew (que nem na foto está) e merecem mais destaque no futuro, por favor!


A série continua com um tom muito corrido e acelerado, isso já torna difícil acompanhar a ideia e entender o que está acontecendo, junte isso a personagens sem nenhuma profundidade e você achará todos superficiais e difíceis de se conectar.


Em vários momentos, o protagonista Payton, parece falso e desconexo no papel. Excessos contribuem para isso, muitas lágrimas, muita emoção, expressões teatrais deixando claro a todo momento que seu intérprete, Ben Platt, é um ator da Broadway.


Já a outra chata, Infinity, a única personagem que teve um certo desenvolvimento na temporada 1, graças a sua avó Dusty (Jessica Lange - American Horror Story), consegue ser a personagem mais irritante e insuportável da história das séries de televisão de todos os tempos desde que televisão existe e conta histórias com personagens irritantes!


Única coisa interessante em relação a ela é sua busca por redenção tentando viver uma vida honesta depois de tudo que passou na temporada um. Quando ela começa a falar é difícil não se irritar, parece um gato arranhando uma placa de vidro!

A melhor parte quando ela aparece é saber que vai embora!


O fato é que a melhor coisa dessa temporada continua sendo a assessora Hadassah. Quem deveria ter mais destaque também é Astrid, que parece apenas uma figurante com falas mas que tem um super potencial que foi deixado de lado nas duas temporadas.


Tapa na cara da sociedade!


Antes de concluir essa análise, vocês precisam assistir essa abertura. Se você é uma pessoa que gosta de caçar referências, a abertura da série apresenta várias e é uma das aberturas mais inteligentes que vi nos últimos anos. E, sim! Eu vejo todas as aberturas, mim dexa!

All things go, all things go!


A versão original pertence ao cantor Sufjan Stevens e se chama Chicago! O som dele é muito bom, recomendo!


Uma série importante para o mundo!

Mesmo que o elenco principal ainda precise melhorar um pouquinho, essa série só tem contribuições positivas para o mundo que queremos construir!


No episódio mais importante da temporada, onde acontecerão as eleições, somos apresentados a duas personagens aleatórias (que surpresa Ryan Murphy fazer isso, não é? SQN!) que são mãe e filha, cada uma com uma visão diferente do que a política deve ser e com seus devidos dilemas e choque de gerações, inclusive, este é um tema recorrente nesse segundo ano da série. No desenrolar da história, elas começam a enxergar os erros nos ideais que defendem e passam a buscar coisas positivas na visão política da outra, quem dera o mundo fosse assim, né?


É aí que sua mãe percebe que a política que defendia era válida para a época em que ela viveu e lutou e que, talvez, hoje as lutas sejam diferente e tão necessárias quanto às suas foram. Então ela tem um momento de clareza que atinge o nirvana e deixa de ser gado, digo, muito conservadora, que sonho!


Será se vale a pena continuar?


Com certeza! Uma vez que somos apresentados ao protagonista contando sobre seu sonho de ser presidente, ele deve terminar a série chegando lá!

O final foi satisfatório, mesmo que tenha deixado a impressão que as coisas poderiam dar um pouco mais errado, uma vez que tudo o que é planejado é feito sem muita dificuldade. Mesmo que tudo seja muito absurdo, também acaba sendo previsível e a gente acompanha os episódios sabendo como a temporada vai acabar e ela acaba exatamente do jeito que você imagina, com poucas (ou nenhuma) surpresa!



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