Buscar
  • Giulia K. Rossi

Análise | The Umbrella Academy: 3ª temporada - Episódios tão caóticos quanto os seus personagens

O queridinho e desajustado grupo de heróis da dona Netflix está de volta! Após uma longa espera, a nova temporada de The Umbrella Academy estreou nas nossas telinhas, acompanhando mais uma aventura dos irmãos Hargreeves pelo espaço-tempo. Com novos inimigos, velhos problemas, e grandes ameaças, será que o terceiro ano da série foi tudo aquilo que prometia?


Após as desventuras do grupo nos anos 60, os irmãos se veem de volta ao presente, apenas para descobrir que foram substituídos pela agressiva Academia Sparrow, um novo grupo de heróis recrutados por Reginald Hargreeves. E tem mais! A família ainda precisa lidar com a denominada kugelblitz, mais um evento apocalíptico que pode acabar com todo o Universo.


Sem medo de ser estranho!


Assim como nos anos antecessores, a terceira temporada de The Umbrella Academy segue com todo o seu humor caótico e situações inusitadas que divertem o público. É, inclusive, logo no primeiro episódio, que somos presenteados com um incrível número musical ao som de Footloose, deixando a mostra toda a excentricidade e bizarrice que adoramos no seriado.


Sem medo de ousar, o terceiro ano continua desenvolvendo a bagunçada relação entre os irmãos Hargreeves. Entretanto, a confusão não para nos conflitos familiares, pois a própria narrativa também se embaralha nas inúmeras tramas que vão sendo criadas ao longo dos episódios.


A maior ameaça de todas: o tempo


Enquanto o seriado começa apostando na temida Sparrow e os seus integrantes, a trama rapidamente muda de foco com o iminente apocalipse e a chegada de Harlam (Callum Keith Rennie), que chacoalha a relação entre os irmãos. Infelizmente, nessa troca de informações e conflitos, a temporada vai perdendo força e não consegue se aprofundar em nenhuma das suas narrativas.


Em uma trama repetitiva, a série se apoia nos seus personagens e suas histórias individuais. Temos Luther (Tom Hopper) encontrando o amor, Klaus (Robert Sheehan) desenvolvendo os seus poderes, Diego (David Castañeda) provando que pode começar uma família com Laila (Ritu Arya) e Cinco (Aidan Gallagher) descobrindo um pouco mais sobre o seu futuro. Porém, a maior carga emocional fica centrada em Viktor (Elliot Page) e Alisson (Emmy Raver-Lampman). É uma pena, contudo, que a falta de espaço e tempo de tela, faz a "mudança" na personalidade de Alisson parecer um tanto forçada e cansativa.


O elenco de milhões


A terceira temporada, contudo, se mantêm firme na disputa entre as milhares de produções de super heróis da atualidade. Embora o novo ano tenha se perdido no meio do caminho e não conseguiu entregar tudo o que podia, ele também veio recheado de tiros certeiros. E nesse aspecto não podemos deixar de comentar sobre a delicada transição de Viktor (uma boa representatividade LGBTQIA+ nunca é demais!), e, é claro, sobre o seu elenco mais do que talentoso.


Enquanto o experiente e carismático Elliot Page brilha em seu papel, mais a vontade do que nunca como número sete, outros atores tiveram a chance de mostrar novas facetas de seus personagens. Aqui vale destacar o incrível Colm Feore como Reginald, e o impecável trabalho de Emmy Raver-Lampman e Ritu Arya. Porém, no geral, todo o elenco consegue mover muito bem a narrativa com o seu carisma, até mesmo quando o roteiro não faz o melhor trabalho possível.


Enfim, o fim...


Desse modo, entre deslizes e acertos, o terceiro ano de The Umbrella Academy chega ao fim, deixando o telespectador com um gostinho de "quero mais" e ansioso para um novo ano da série. Ainda que tenham sido ofuscados por uma excelente segunda temporada, os novos episódios entregam uma trilha sonora maravilhosa e um bom entretenimento, o qual, embora tenha alçado voo, não conseguiu decolar.


0 comentário