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  • Giulia K. Rossi

Análise | The Wilds: 2ª temporada - Novas reviravoltas e intrigas em perfeito equilíbrio

Depois de uma longa espera e um gancho tão enlouquecedor quanto, a segunda temporada de The Wilds: Vidas Selvagens finalmente está entre nós! O segundo ano da série retoma os acontecimentos passados, introduzindo para o público novos personagens, arcos narrativos e, é claro, várias novas aventuras e intrigas.


A segunda temporada continua acompanhando as oito meninas dentro e fora da ilha, após o fatídico "acidente" e a descoberta de que tudo o que passaram nada mais é do que um elaborado experimento social. Entretanto, o novo ano introduz mais cobaias da Dra. Gretchen Klein: um grupo de meninos que também deve lutar pela sobrevivência em uma ilha deserta.


Novo ano, novos desafios


A maior dificuldade (e preocupação dos fãs) para a nova temporada de The Wilds certamente era a imensa quantidade de personagens e histórias em uma só série. Porém, o segundo ano segura bem a barra, e faz um ótimo trabalho em equilibrar as narrativas entre o grupo de meninas, que já conhecemos e amamos, e o novo grupo de meninos.


Os garotos, assim como as oito jovens na primeira temporada, também tem seus segredos e motivos que os levaram a embarcar no avião de Gretchen (Rachel Griffiths), a caminho do sonhado "retiro". Aproveitando da mesma narrativa "vai e vem" do primeiro ano, a série explora a vida dos personagens antes, durante e depois da adorável estadia na ilha. E, ainda que de início pareçam pouco carismáticos, o grupo de garotos logo conquista o público (a maioria pelo menos).


Mais do mesmo?


Enquanto passamos a conhecer Raf (Zack Calderon), Seth (Alex Fitzalan), Scotty (Reed Shannon), Bo (Tanner Ray Rook), Ivan (Miles Gutierrez-Riley), Henry (Aidan Laprete), Josh (Nicholas Coombe) e Kirin (Charles Alexander), oito garotos que não tem absolutamente nada em comum (além de passados problemáticos, é claro), do outro lado acompanhamos as meninas após a tragédia envolvendo Nora (Helena Howard).


Por sorte, as tramas femininas não são jogadas para o escanteio, e vemos o fortalecimento da relação entre elas, assim como o luto de Rachel (Reign Edwards) após a perda de sua irmã e o romance improvável entre Shelby (Mia Healey) e Toni (Erana James) - nosso eterno e maravilhoso Shoni!


The Wilds volta para o seu segundo ano com a mesma ousadia e coragem de abordar assuntos delicados. A segunda temporada facilmente poderia ter sido cansativa, retratando histórias semelhantes entre os grupos, mas, não. A trama traz uma virada interessante (e revoltante), prendendo o telespectador no sofá do começo ao fim, ao mesmo tempo que discute temas sérios e importantes.


Elenco nota 10, trama nota 7


Além disso, um dos pontos positivos da série é o seu elenco talentosíssimo. Embora a maioria esteja lá pelos seus vinte e poucos anos de idade, todos interpretam adolescentes convincentes e dão vida a personagens complexos e intrigantes. Aqui vale destacar o trabalho dos novatos Zack Calderon e Alex Fitzalan. E não podemos esquecer da maravilhosa Sophia Ali (Fatin), que consegue aliviar a tensão do público mesmo depois dos momentos mais sérios.


Contudo, o grande pesar do novo ano foi o foco em arcos narrativos menos interessantes (como a longa e desnecessária psicanálise de Leah) ao invés de aproveitar todas as tramas ricas que tinha em mãos, que moveriam a história de maneira mais dinâmica (afinal, por que Josh foi o único personagem sem história pré-ilha?). O amadurecimento de Leah (Sarah Pidgeon) é, sem dúvidas, um dos pontos cruciais da série, mas, convenhamos, ele poderia acontecer com uma ou duas alucinações a menos...


Já estamos no aguardo!


A segunda temporada de The Wilds foi, de maneira geral, uma bela surpresa. Mesmo em seu excesso, o seriado encontrou espaço para destacar as histórias mais importantes e respeitar os seus novos e velhos personagens. A série emociona, diverte, entretém e, melhor ainda, te deixa com AQUELE ousado gancho para uma nova temporada.


E aí, ansiosos para mais? (porque eu estou!)


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