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  • Giulia K. Rossi

Análise | Zona de Combate – Mais do mesmo?

A queridinha Netflix não cansa de criar novos conteúdos pra gente consumir. Em alguns ela acerta em cheio, o que foi o caso da sua recente minissérie, O Gambito da Rainha, mas, em outros... Bom, ela deixa a desejar. Desde sempre, os filmes da gigante de streaming não costumam ser o seu ponto forte e, sinto dizer, mas o longa que estreou essa semana (15), Zona de Combate, dirigido por Mikael Håfström - não é uma exceção.


O filme, que mistura guerra e ficção científica, é estrelado pela dupla Damson Idris e Anthony Mackie, mais conhecido por seu papel lutando ao lado do Capitão América. No meio de tantos clichês e cenas de ação, os dois atores são um ponto positivo do filme, com atuações convincentes e uma interessante dinâmica na tela.


Agora, bora falar sobre a história!


A trama se passa em 2036, em um futuro no qual os Estados Unidos está travando uma guerra contra a Rússia (que inovador!), mas, com um pequeno diferencial: Agora o exército conta com a ajuda de robôs em suas tropas.


A história começa, de fato, no momento em que Harp (Idris), um jovem piloto de drones, desobedece ordens diretas e acaba matando dois soldados em campo. Como retaliação, ele é mandado para a zona de guerra, onde será treinado pelo experiente capitão Leo (Mackie) e deverá aprender que as coisas não são tão simples assim quando se está dentro da área de conflito.


Só que temos uma pequena surpresa: Harp descobre que Leo é, na verdade, um ciborgue criado pelo exército - literalmente uma máquina letal. Os dois, entretanto, precisam pôr de lado suas diferenças e se juntar para impedir um ataque nuclear, programado pelo malvado russo Victor Korval (Pilou Asbæk).


Um pouco de ação e um pouco de reflexão...


O filme, logo no início, já começa com uma extensa cena de ação - então para quem gosta de ver coisas explodindo e pessoas atirando umas nas outras incansavelmente (claro que as balas nunca atingem os protagonistas), ele cumpre bem esse papel! De fato, as sequências de luta e os efeitos especiais são o auge do filme, compensando em certas horas o roteiro levemente previsível.


Porém, apesar de suas falhas, Zona de Combate busca levantar reflexões importantes - questionando o uso da tecnologia como meio para ganhar guerras e até mesmo o valor de uma vida dentro de um cenário militar (o que constitui apenas dano colateral?).


É possível enxergar a tentativa do longa metragem de se sustentar como mais do que somente um filme de guerra, buscando trazer certa profundidade para os telespectadores. Mas, no meio de tantas ideias, ele acaba por não fazer muito bem nem um, nem outro. Valeu a intenção!



No final, o público é que decide...


De forma geral, Zona de Combate conta com boas cenas de luta, uma mensagem interessante, e uma fotografia que complementa bem o cenário catastrófico do filme (isso aqui não é nenhum La, La Land!). Além disso, é interessante observar o desenvolvimento do personagem de Damson Idris. O roteiro tem falhas? Sim. É uma ação que abusa de clichês? Sim.


Nada disso, porém, impediu que o filme fosse um grande sucesso na Netflix. Desde sua data de estreia, ele continua firme e forte no Top 10 dos mais assistidos da plataforma. Então, principalmente para os fãs de ação e ficção científica, corre lá para tirar suas próprias conclusões!




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