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  • Felipe Lucas

Análise | The Witcher - fantasia medieval do jeito que a gente gosta!

Atualizado: 11 de dez. de 2020


A Netflix fez a alegria dos fãs de histórias de fantasia quando anunciou em 2017 que iria produzir uma série baseada na saga de livros The Witcher. Entretanto não foi através dos livros que a história ganhou projeção, mas sim pelos games. O jogo The Witcher 3 já havia sido considerado como o Melhor Jogo do Ano em 2015 e hoje, segundo dados da CD Projekt RED, produtora do game, ele possui cerca de 20 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, equiparando-se, em vendas, a Super Mario World, um dos maiores clássicos da história dos videogames.


Se você curte histórias de fantasia medieval, com monstros, seres fantásticos e feiticeiros, ou só é fã daquele homão que é o Henry Cavill, vem com a gente que hoje vamos falar sobre a mágica e intrigante série The Witcher!


Um bruxão de respeito


Seja nos contos, romances ou adaptações, The Witcher gira em torno de Geralt de Rivia, interpretado na série por Cavill. O protagonista é um bruxo (ou witcher no original), humanos que quando jovens, passam por rigorosos e sofridos testes químicos que elevam suas capacidades. O processo, chamado de Teste das Ervas, é tão doloroso que apenas três entre dez aprendizes sobrevivem. Os que vivem, porém, tornam-se altamente treinados no combate de espadas, agilidade e conhecimento dos vários monstros que habitam esse universo.


Geralt é a grande estrela de The Witcher, mas está longe de ser o único protagonista. A história - especialmente nos romances - é bastante focada em duas outras personagens: a feiticeira Yennefer de Vengerberg (Anya Chalotra), e a garota Cirilla Fiona (Freya Allan).


Geralt, Cirilla e Yennefer, unidos por um só destino.

A feiticeira Yennefer tem personalidade, carisma, lutas próprias, bastante poder e atitude. Essa independência toda cria várias disputas com Geralt, já que os dois se amam, mas têm egos igualmente gigantes. Já Ciri é um caso diferente. Durante um trabalho o witcher, que é cético e descrente em forças maiores, acidentalmente une o seu destino ao da menina. Assim, em meio a todo o caos e monstros, The Witcher é uma história sobre os três personagens tentando se encontrar como família.


Inspirada por games, baseada em livros


As circunstâncias que envolvem a produção da série é bastante curiosa: foi o sucesso dos jogos que fez com que a Netflix tivesse interesse em bancar uma adaptação das aventuras do bruxo Geralt para a TV, mas essa adaptação para TV ignora os jogos e se baseia unicamente nos livros (seis romances e dois livros de contos), que nem de longe fizeram o mesmo sucesso e são desconhecidos até mesmo pelos fãs dos personagens e do universo da série (que loucura não é?!).


Anya Chalotra brilha na série como Yennefer.

Essa escolha gerou o grande desafio de criar algo fiel aos livros , mas sem deixar de fora o público que conhece os personagens apenas por causa dos jogos, além de introduzir o universo àqueles que nunca ouviram falar sobre The Witcher e estão ali apenas por que é uma série de fantasia com guerreiros e monstros "igual" a Game of Thrones ou Senhor dos Anéis.


Alguns detalhes que fazem a diferença


Justamente por ter sido inspirado em contos que não possuem necessariamente uma ordem cronológica, logo o espectador percebe que a história é contada em diferentes linhas do tempo de narrativa, uma das ideias mais originais de The Witcher. Todos os episódios são divididos entre os três personagens principais (Geralt, Yennefer e Ciri), mas cada uma dessas histórias acontece em um tempo diferente das outras.


Outra estratégia bastante inteligente para marcar as diferenças entre o tempo de cada personagem é na própria abertura da série: ao invés de uma sequência cheia de truques de computação gráfica, os produtores fizeram uso somente de um símbolo rúnico que representa o tema central do episódio, acompanhado do nome da série — tudo isso sobre uma tela preta e mais nada.


Os efeitos especiais não deixam a série passar vergonha.

Por fim, um grande ponto forte da série é a produção caprichada. Os figurinos e e cenários estão fantásticos, e são capazes de transportar que assiste para o universo fantasioso onde a trama se passa. Os efeitos especiais também estão muito melhores do que normalmente se costuma esperar deste tipo de série.


Ah dê um trocado para o seu bruxo vai


Verdade seja dita meus amigos, The Witcher não é a melhor série do gênero, principalmente no quesito de apresentar seu universo de fantasia para um espectador que não sabe nada sobre ele. Entretanto, a série possui seus próprios méritos, além de ser uma adaptação completamente fiel aos livros e que deverá deixar muito feliz e satisfeito aqueles que já conhecem sobre o universo do bruxo (seja pelos livros ou pelos videogames) como também é uma das melhores séries de todo o catálogo da Netflix.



Muitos esperam que as falhas apresentadas durante a primeira temporada sejam corrigidas durante a segunda temporada da série, que tem estreia prevista para 2021, mas ainda sem data exata de lançamento. Por enquanto o jeito e aguardar o que vem por aí e ter um gostinho de algumas notícias e imagens que foram divulgadas, se você não viu clique aqui para conferir!



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