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  • @_KaioMoura

Emmy 2020 | Análise: What we do in the shadowns

Se você gosta de histórias de horror com uma boa dose de humor escrachado e totalmente sem limites do ridícula, What we do in the shadows é a série perfeita pra você.


Seguindo a mesma pegada do filme homônimo de 2014, a série mostra uma equipe de documentário que acompanha o dia a dia de quatro vampiros extremamente atrapalhados tentando viver nos dias de hoje. Com uma total falta de adaptação aos novos tempos, esses sugadores de sangue imortais ignoram totalmente a ideia de se encaixar nessa nova sociedade e acabam se vendo em situações no mínimo ridículas.


O quarteto de protagonistas é formado pelo casal Laszlo (Matt Berry) e Nadja (Natasia Demetriou), que apesar de serem totalmente apaixonados têm cada um as suas próprias histórias e aventuras do passado que volta e meia aparecem para testá-los. Temos também Nandor (Kayvan Novak), o vampiro mais velho da casa que se acha o líder do bando por ter sido um grande conquistador no passado e pra finalizar a ala vampiresca, temos Colin Robinson (Mark Proksch) um vampiro de energia que suga suas vítimas com conversas entediantes. Por fim, mas não menos importante temos Guillermo (Harvey Guillén) o familiar (lê-se escravo humano) de Nandor, que está a dez anos servindo seu mestre na esperança de um dia ser transformado em vampiro.


What we do tem diversos acertos em sua produção. Desde o humor extremamente afiado e debochado, os efeitos especiais e visuais muito bem feitos para dar a ideia de realismo no documentário, até as situações absurdas que os personagens passam chegando a beirar o ridículo, mas sem perder a mão.


Você pode questionar o fato de nunca ter sido revelado o motivo e a origem da gravação desse documentário e como eles chegaram até os vampiros atrapalhados, mas a própria equipe de gravação do documentário acaba se envolvendo nas cenas junto com os personagens e acrescentando outra camada de humor que faz algumas coisas ilógicas serem facilmente ignoradas.


Nessa segunda temporada, temos uma grande evolução na construção de alguns personagens que você poderia até achar que eram deixados meio de lado. Colin Robson tem um episódio totalmente focado em si e o quão forte ele pode se tornar e até mesmo aquele segredo de Guilhermo que o faz embarcar em uma aventura totalmente independente do resto dos personagens.

Aí você me pergunta "mas tem terror nisso daí?" e a resposta é SIM. Claro que tudo é sempre bem mascarado com um humor escrachado, mas por diversas vezes você vai sentir aquele calafrio com algumas cenas em que o pessoal da maquiagem mostra que também são muito bons. Além disso, o roteiro faz questão de se aprofundar muito nas lendas por trás dos vampiros e outras criaturas mágicas que passam pela série como lobisomens, fantasmas e bruxas.


O humor cringe (o famoso vergonha alheia) junto com a ideia de um documentário sendo gravado e suas entrevistas durante os episódios pode te fazer lembrar muito de outro grande clássico do humor, The Office. Porém os diretores/criadores/produtores Taika Waititi, Jemaine Clement, Jackie van Beek e Jason Woliner entregam uma identidade singular à série. Eles trazem muito bem o que deu certo no filme e vão muito além deixando a produção muito maior do que um simples remake.


What we do in the shadowns é definitivamente a melhor produção vampiresca dos últimos anos! (Por que choras crepúsculo?) Não é atoa que está concorrendo esse ano ao Emmy de Melhor Série de Comédia.


E aí, você já assistiu à série? Fala aqui pra gente qual episódio ou cena fez você rir tanto a ponto de ter dor de barriga.

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