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  • marianafrancomague

Especial Disney+ | Era da Renascença trás novos rumos à fórmula do Estúdio

Seguindo firme e forte com a nossa série sobre as Eras da Disney, chegamos ao momento mais conhecido da atualidade!


Caso você não tenha lido a última matéria, sobre a Era de Bronze, recomendo que vá correndo lá para ler e entender o contexto da situação até aqui!


Foi neste período que o sobrinho de Walt, Roy Disney, assumiu as rédeas do departamento de animação da empresa, tomando uma decisão que mudaria a vida do estúdio pra sempre, colocar músicas ao estilo Broadway.


A Pequena Sereia (1989)


A ideia de A Pequena Sereia foi concebida lá atrás na época de Fantasia (1940) , os rascunhos acabaram servindo de inspiração, os animadores se dedicaram ao máximo para que o cenário do fundo do mar parecesse natural, mas que pudéssemos identificar semelhanças com o mundo humano.

Lembra que eu falei da música? Alan Menken foi contratado para criar as músicas para o longa, com um investimento de US$40 milhões, o filme fez em seu lançamento mais de US$ 233 milhões e já tem uma adaptação em Live-Action garantida para os próximos anos!


Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990)


O filme é a única sequência que faz partes dos filmes canônicos da Disney até o momento, apesar do retorno mediano US$ 47 milhões, apenas dez milhões acima do que foi gasto, o longa marcou um avanço tecnológico que mudou o jeito de se fazer animação pra sempre.

O CAPS (Sistema de Produção de Animação Computadorizada ), foi a ferramenta que permitiu que os rascunhos feitos a mão fossem passados para o computador, permitindo ainda adicionar cores e elementos totalmente no computador, para o estúdio que fez Branca de Neve 100% a mão, era um avanço astronômico.


A Bela e a Fera (1991)


Assim como A Pequena Sereia, essa história já havia sido pesquisada por Walt na década de 40, mas ele achou que a técnica de animação na época não está avançada o suficiente para representar alguns momentos da história, então o longa foi pra gaveta.

Além da preocupação óbvia da estética, que seria crucial para a criação da Fera, os roteiristas se empenharam em criar cada personagem com uma personalidade definida, para que não fossem apenas adereços no filmes, personagens como Lumierè e Orloge ganharam mais destaque.


Lembra do Alan Menken, ele está aqui de novo, e é o responsável por um dos maiores hinos da Disney, a canção "Beauty and the Beast", não é a toa o filme levou tantos prêmios do Oscar, como Melhor Trilha Sonora e Melhor canção original, sendo a primeira animação na história a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme, além do sucesso de bilheteria com arrecadação de US$ 425 milhões.


Aladdin (1992)


O lançamento de Aladdin foi um recado que a Disney não se acomodava com uma suposta fórmula do sucesso. O longa pretendia modernizar a narrativa, sem perder o estilo clássico do estúdio.

Cenários exuberantes, uma história cuidadosamente inspirada em contos árabes, um protagonista cativante e um vilão de botar medo. Com tudo isso quem roubou a cena foi o Gênio.


Nosso amigo Alan aparece para compor outro sucesso, "A Whole New World", um dos duetos mais famosos da Disney, sendo mais um sucesso de público, arrecadando quase meio bilhão de dólares.


O Rei Leão (1994)


A história de Simba era um retorno as origens para a Disney. Depois de anos o estúdio voltaria a produzir algo 100% original (nada de adaptar livros e contos), e voltaria também a mostrar animais selvagens em seu habitat natural, o que não acontecia desde Bambi.

Com o sucesso dos seus antecessores, a expectativa para O Rei Leão estava lá nas alturas, quando o filme estreou não sobrou dúvida alguma, era um fenômeno mundial, já sendo apontado como a melhor animação da história, o filme arrecadou mais que todos os seus antecessores, US$ 987 milhões.


Dessa vez quem ficou a cargo da trilha Sonora foi ninguém menos que Sir Elton Jonh, trazendo mais dois Oscares, Melhor Trilha Sonora e Canção Original com Can You Feel the Love Tonight.


O longa foi por anos a animação mais rentável da história, superado apenas por Frozen.


Polemicas envolvendo um estúdio japonês que acusou a Disney de plagiar uma animação baseada em um mangá muito famosos do Japão chamado Kimba: O Leão Branco repercutem até hoje. Você conhece a história de Kimba? Se não, vale a pena pois as semelhanças não parecem meras coincidências!


Pocahontas (1995)

O projeto do filme usou relatos históricos, diários e pinturas da época, para contar a história da indígena que tenta ensinar a um explorador inglês o valor da vida. O retorno foi menor que os longas anteriores (US$ 346 milhões), mas, mais uma vez Alan Menken levou o Oscar de Canção Original para Colors of the Wind.


O mais engraçado é que a Disney investiu uma bolada na produção desse longa e recusou grana para a produção de Rei Leão apostando que a história de Pocahontas daria muito mais retorno que a de Simba. Não podemos negar quem se saiu melhor nessa, certo? Afinal, todo mundo sabe quem é Timão e Pumba mas nem todos conhecem o Meeko e o Flek.


Mais um clássico injustiçado para a nossa lista...


O Corcunda de Notre Dame (1996)


Novamente a Disney aposta em uma adaptação, baseada no livro de Victor Hugo. Foram feitas diversas mudanças, como por exemplo, o próprio Quasímodo, na maioria das vezes retratado como um homem de meia idade, é apenas um jovem no longa da Disney.

A animação detalhista, retrata de forma impecável a Paris da época e ainda conta com um vilão considerado por muitos, o mais cruel da Disney.


Apesar de não ter levado o já tradicional, Oscar de Canção Original, as músicas não deixam a desejar para nenhum dos longas anteriores. O filme arrecadou US$ 325 milhões em bilheteria.


Hércules (1997)


História inspirada nos deuses gregos cujo o protagonista precisa cumprir item por item da Jornada do Herói além de ter Hades, o vilão que rouba os holofotes, com seu sarcasmo sempre oportuno.


Arrecadando mais de US$ 257 milhões, Hércules é o longa mais esquecido da era da Renascença, mas que terá a chance de reverter essa situação já que os Irmãos Russo (Vingadores Ultimato) assumiram a tarefa de adaptar a animação para Live-Action.


Mulan (1998)


Mais uma vez tentando inovar na narrativa, o longa tem uma identidade visual bem característica, inspirada em pinturas chinesas, que mostra os belos cenários do país oriental.

Apesar da arrecadação de US$304 milhões, Mulan, assim como Hércules, ficou abaixo do sucesso dos longas do começo da década de 90, mas deixou sua marca!


A chinesa acrescentou uma regra para se tornar princesa, até então você precisava nascer da realeza ou casar com alguém que obtém o título, depois de Mulan, se você fizesse um grande feito você já era uma princesa.


Acho que concordamos que salvar a China é um grande feito!!!



Tarzan (1999)


Para fechar a era da Renascença temos Tarzan, que impressionou o público com suas cenas de ação nos os momentos que o protagonista se movimenta pela floresta que são tão bem executados que o expectador se acha balançando com Tarzan pelos cipós. (Sonho)!

"Salva por um homem selvagem de tanguinha" - Lispector, Jane


Tarzan foi o filme de animação mais caro já feito (até Planeta do Tesouro) , custando US$ 130 milhões e arrecadando US$ 448 milhões. Phill Colins assinou a trilha sonora que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original com You'll Be In My Heart.


E assim termina uma das eras mais rentáveis do estúdio nos últimos anos, mas ainda não acabou! Continuem seguindo nossas redes sociais que logo logo tem mais. Enquanto isso, saca só as eras que já apresentamos até aqui e divirta-se:



Conta pra gente qual filmes da Renascença é seu favorito.





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